Texto em letra branca fica invisível em tela normal mas, após ser selecionado, informação aleatória é revelada/Foto: Reprodução das Redes sociais
Professor reprova 32 alunos após teste para identificar uso de IA
Caso viralizou nas redes sociais e levantou discussões sobre os limites do uso de inteligência artificial nas universidades.
Atualizado há 1 horas
O historiador Jason Gibson, professor da Alcorn State University, no Mississippi (EUA), viralizou nas redes sociais na terça-feira (21/07) após revelar uma estratégia usada para identificar alunos que recorreram à inteligência artificial em uma avaliação. Dos 35 estudantes de uma turma, 32 foram reprovados na atividade.
A prova, realizada on-line, pedia uma redação sobre a Revolução Industrial. No enunciado, Gibson inseriu uma instrução escrita em branco sobre fundo branco, praticamente invisível para quem apenas lesse a tela. O comando determinava que a palavra “Madagascar” aparecesse no texto em um contexto sem relação com o tema.
A estratégia buscava identificar quem copiaria o enunciado completo para uma ferramenta de IA. Como a instrução oculta seria levada junto ao comando, as respostas geradas passaram a apresentar frases desconexas, com referências a Madagascar em situações absurdas.
Após a correção, o professor explicou aos estudantes o motivo das reprovações e permitiu que contestassem as notas. Em vídeo publicado na terça-feira (21/7), Gibson contou que apenas dois dos 32 alunos procuraram o docente. Uma estudante conseguiu reverter o resultado ao explicar que utilizava o modo noturno do computador e, por isso, conseguiu visualizar a instrução escondida.
Os vídeos publicados por Gibson no TikTok viralizaram e já ultrapassavam 2 milhões de visualizações. O episódio também gerou questionamentos nas redes sociais sobre possíveis impactos da estratégia em estudantes que utilizam tecnologias assistivas. O professor afirmou que nenhum aluno das turmas envolvidas fazia uso desses recursos e disse que reprovar estudantes nunca foi seu objetivo.
Gibson aproveitou a repercussão para discutir os desafios da inteligência artificial no ambiente acadêmico. Segundo ele, universidades e docentes ainda estão buscando formas de lidar com a tecnologia sem comprometer a integridade acadêmica, já que as pesquisas sobre as melhores práticas de uso da IA na educação ainda são recentes.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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