Foto: Divulgação
Mutirão oferece 200 exames para diagnóstico do fígado no RJ
Ação no Rio Imagem Centro realiza exames de elastografia hepática para diagnóstico e acompanhamento de doenças, com pacientes previamente agendados.
Atualizado há 3 horas
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) promove neste sábado (25/04) um mutirão pela saúde do fígado no Rio Imagem Centro, com oferta de orientações e 200 exames de elastografia hepática. A iniciativa, realizada em parceria com o Grupo de Fígado RJ, busca ampliar o acesso ao diagnóstico e reduzir o tempo de espera pelo procedimento no estado. Todos os atendimentos foram previamente agendados pelo Complexo Estadual de Regulação (CER).
A elastografia hepática é um exame de imagem não invasivo, rápido e indolor, utilizado para medir a rigidez do fígado e identificar alterações como fibrose e cirrose. O método, que pode ser feito por ultrassom ou ressonância magnética, avalia o grau de cicatrização do órgão, muitas vezes substituindo a biópsia.
O procedimento é semelhante a um ultrassom convencional, com aplicação de um transdutor na lateral direita do tórax. Ondas mecânicas permitem medir a rigidez do tecido hepático — quanto maior a velocidade, maior o grau de comprometimento. O exame costuma exigir jejum de quatro a 12 horas e tem resultado imediato.
Entre as principais indicações estão a investigação de hepatites virais, esteatose hepática (gordura no fígado), consumo excessivo de álcool e o monitoramento de doenças crônicas. A técnica também permite acompanhar a evolução clínica e a resposta ao tratamento.
Considerada uma ferramenta essencial para o diagnóstico precoce, a elastografia possibilita avaliação global do fígado sem os riscos associados a procedimentos invasivos, como sangramento ou infecção.
As doenças hepáticas afetam o funcionamento do fígado, órgão responsável por funções como metabolismo e desintoxicação. Entre as mais comuns estão a esteatose hepática, hepatites virais, cirrose e câncer. Muitas dessas condições são silenciosas no início, mas podem apresentar sintomas como fadiga, icterícia (pele e olhos amarelados), dor abdominal, inchaço, urina escura e perda de apetite.
O diagnóstico geralmente envolve exames de sangue, como o hepatograma, e exames de imagem. O tratamento varia conforme a causa, podendo incluir mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos, interrupção do consumo de álcool e, em casos mais graves, transplante de fígado.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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