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Imagem da notícia Da esquerda para a direita: Vladimir Padrino e Nicolás Maduro/Foto: Zurimar Campos

Ministro da Defesa da Venezuela acusa EUA de matar seguranças de Maduro "a sangue frio"

Declaração foi feita após operação militar dos Estados Unidos que levou o presidente venezuelano para Nova York, sob acusação de narcoterrorismo..

Atualizado há 81 dias

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou neste domingo (04/01) que parte da equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro foi morta “a sangue frio” durante o ataque militar realizado pelos Estados Unidos no sábado (03/01), que resultou na captura do chefe de Estado venezuelano.

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Em vídeo divulgado nas redes oficiais, Padrino declarou que “soldados, soldadas e cidadãos inocentes” foram mortos durante a operação, sem informar nomes ou números. O pronunciamento foi feito ao lado de integrantes das Forças Armadas, enquanto o ministro lia um comunicado oficial.

Na declaração, Padrino condenou a intervenção norte-americana em território venezuelano e exigiu a libertação de Maduro, que está detido em Nova York sob acusação de narcoterrorismo apresentada pelo governo dos Estados Unidos.

No sábado, diversas explosões foram registradas em bairros da capital Caracas durante a ofensiva militar. Em meio à operação, forças de elite norte-americanas capturaram Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que foram levados para os Estados Unidos.

A ação marca um novo episódio de intervenção direta dos Estados Unidos na América Latina. A última invasão militar norte-americana a um país da região ocorreu em 1989, no Panamá, quando o então presidente Manuel Noriega foi capturado sob acusações de narcotráfico.

Assim como no caso de Noriega, Washington acusa Maduro de liderar um suposto cartel de drogas conhecido como Cartel de Los Soles, embora especialistas em tráfico internacional questionem a existência da organização e a ausência de provas apresentadas publicamente.

Antes da operação, o governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano. Para críticos, a ofensiva tem motivações geopolíticas, incluindo o afastamento da Venezuela de aliados estratégicos dos Estados Unidos, como China e Rússia, além do interesse nas reservas de petróleo do país, as maiores comprovadas do mundo.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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