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Imagem da notícia Ministra Sônia Guajajara/Foto: Divulgação

Governo Federal apresenta ações de proteção a territórios indígenas

Força Nacional permanece em áreas de conflito no país.

Atualizado há 135 dias

O Governo do Brasil apresentou o balanço das ações de desintrusão, proteção territorial e planejamento da primeira Universidade Indígena Federal nesta quinta-feira (13/11), em Brasília. O anúncio foi feito pela ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara.

Guajajara afirmou que o governo já realizou ações de desintrusão em nove territórios indígenas, retirando garimpeiros ilegais, madeireiros e arrendatários. A operação mais recente ocorre na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia, onde o prejuízo imposto aos invasores chega a R$ 7,5 milhões.

A ministra destacou que essas ações contribuem diretamente para a queda superior a 50% no desmatamento da Amazônia, reforçando o impacto da retomada e proteção dos territórios indígenas. Ela também frisou que as operações não são violentas e contam com articulação com o Incra e o Ministério do Desenvolvimento Agrário para realocação das pessoas que ocupavam irregularmente as áreas.

Guajajara explicou que o governo trabalha para transformar as operações de desintrusão em uma política permanente de Estado, com foco na proteção contínua dos territórios. Segundo ela, a presença da Força Nacional já é mantida de forma permanente em áreas de conflito na Bahia e no Mato Grosso do Sul.

A ministra também anunciou que o Governo do Brasil, em parceria com o Ministério da Educação, está estruturando a criação da primeira Universidade Indígena Federal, com previsão de lançamento ainda neste ano. A sede será em Brasília, com campi descentralizados. O projeto dialoga com a iniciativa do Governo do Maranhão, que propôs a implantação de uma universidade no território indígena Araribóia.

No campo educacional, Guajajara destacou ainda o trabalho para atualizar livros didáticos e ampliar cotas no ensino superior, afirmando que os materiais precisam refletir os povos indígenas no presente e reconhecer seu papel central no enfrentamento da crise climática.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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