Coluna Resultados Humanos - EP. I: Da Guerra entre os seres espirituais às guerras entre os homens
Guerras por todo lado? E se elas estão iniciando a partir de um lado que a maioria das pessoas ainda não prestou a devida atenção?
Atualizado há 86 dias
Nessa oportunidade, nossa coluna apresenta uma reflexão sobre os resultados humanos que podem impactar a consciência dos que nutrem algum tipo de esperança no potencial dos homens de produzirem virtudes celestiais, sobretudo a Paz. Inicio afirmando que o bico-de-pena usado para escrever o livro da História humana, foi, na verdade, o fio da espada assassina ora abastecida com a tinta do mais rubro sangue derramado com injustiça. Esse sangue, jorrado em abundância, é subproduto das guerras existentes num plano paralelo ao nosso e uma das consequências das ideias distorcidas e da discórdia a respeito da existência de um mundo espiritual e sua influência sobre a humanidade. Sim, mundo espiritual tal que, por si só, tem provocado praticamente todas as belicosidades que o ser humano vem praticado, não importa se acreditam que batalham entre si por conta de questões ligados a economia, ideologias ou simplesmente tomada de poder: O eixo fundamental ou, pelo menos, um dos combustíveis principais das guerras humanas está diretamente ligada às questões ditas devocionais, religiosas e de cunho sobrenatural.
Por que a assertividade da afirmação acima? Observe o mundo contemporâneo onde a religião (des)organizada insiste em se envolver com a política, o comércio e com as ideologias humanas, e constate facilmente como esse envolvimento gera todo tipo de debates conflitantes, contradição e egotismo. Um estudo minucioso da quase totalidade das religiões e suas ações diretas e indiretas na promoção das guerras e os consequentes massacres registrados na História da humanidade deixa muito evidente como, desde o sangue jorrado das vítimas das religiões chamadas “primitivas” (como as similares aos dos cultos realizados pelos antigos povos sul-americanos) quanto o sangue aspergido nos hodiernos genocídios provocados por fanáticos que induzem ao suicídio ou a matança entre os seus membros – quando promoveram assassinatos em larga escala em nome de suas deidades ou quando simplesmente abençoam armas de guerra de suas tropas - falam por si. Um sem número de fontes testificam a respeito dos resultados humanos advindos da prática constante dessa carnificina dita sagrada.
Quem está por trás disso tudo?
Então, se os resultados humanos das práticas pseudoreligiosas já falam por si, para onde esta modesta análise pretende apontar? Simples: Para o fato de que tão relevante quanto estudar sobre as guerras em si, também é necessário conhecer, compreender e ficar atento ao que realmente as provocam, as instigam, percebendo quem é o causador da belicosidade humana. Discernir isso é que realmente fará a diferença sobre o real entendimento e motivo do ser humano não conseguir chegar a tão sonhada Paz Mundial. Ora, os próprios testemunhos dos que promovem o assassinato contra o seu semelhante são calcados - desde sempre - na fiança e na determinação de divindades diversas e seus pseudoprofetas. Em suma, são deuses contra deuses no plano espiritual e seus correspondentes adoradores guerreando uns contra os outros, em reverente imitação aos seus ídolos. Os deuses estão em guerra entre si. Naturalmente seus devotos também estarão. Os seus deuses não somente autorizam, mas também abençoam, incentivam, ou no mínimo, consentem com as guerras praticadas entre os seus adoradores. Não lhe parece espantosa e absurdamente simples essa abordagem?
O Homem possui muitas explicações sobre os resultados humanos referentes aos seus conflitos sociais e estas são apresentadas pelas diversas áreas do saber. Alguns exemplos: A materialidade e a aplicação da matemática e da física puras e pragmáticas explica a sociedade humana, seus atos e consequencias de forma objetiva e paradoxalmente simples, apontando que o escalonamento de algoritmos específicos e de relações geométricas conduzem aos resultados que testemunhamos na atual realidade, gerando guerras. A filosofia clássica questiona os mesmos atos fazendo “loopings” de conhecimento e proposições buscando compreender ou entender o homem e coloca-se como a eterna questionadora dos atos humanos ao mesmo tempo que tenta justificar os mesmos atos, gerando discórdia numa escala tão grande quanto a intenção de comungar opiniões, gerando guerras. A psicologia tenta traduzir os meandros da mente humana e suas consequentes ações concretas usando um sem número de teorias fundamentadas no estudo da própria mente, gerando ainda mais questionamentos sobre o ser e, muitas vezes, alimenta conflitos internos e externos, gerando guerras. A Biologia apresenta conceitos que vão desde a própria conservação e perpetuação da espécie até o senso de sobrevivência para explicar comportamentos e, de forma frugal e encerra a discussão aplicando as Leis naturais, gerando guerras. E ainda poderíamos apontar para a sociologia, economia, política e tantas outras áreas com suas interessantes contribuições epistemológicas para explicar os motivos das discórdias humanas, gerando guerras. Mas todas essas áreas sinergicamente ou não, por muitas vezes - senão sempre - excluem de forma crucial o fator espiritual como determinante no comportamento e ações humanas.

É insofismável afirmar que a Religião, enquanto componente social na formação do status quo de grupos humanos (ou de pessoas individuais) é inequivocamente uma representação de poder traduzida, aplicada e imposta de várias formas por diversas culturas e experiências ao longo da História. Mas, independentemente de se tratar de um assunto originado por alucinações de “iluminados” ou revelações divinas, não há dúvida de que, considerando-se a existência de seres espirituais (Muito superiores a nós em poder, conhecimento e organização), tais forças etéreas, desconhecidas em sua essência mais profunda pela maioria da humanidade são as que realmente tem o poder de controle sobre muito mais do que pretende explicar nosso vão conhecimento humano. E possuem, portanto, e naturalmente, interesses pessoais em nossa sociedade humana.
Aqui na Terra, os estandartes carregados pelos exércitos testemunham o apoio dos seres divinos, e as guerras promovidas no ambiente espiritual tem o seu reflexo claro e inequívoco durante as eras. Os livros ditos e/ou considerados sagrados testemunham todo o tempo a respeito das guerras celestiais. Evidentemente, portanto, as divisões dos reinos deificados possuem seu correspondente Terreno e os representantes humanos fazem de tudo para continuar mantendo o seu poder ora “concedido” por aqueles que estão nessa dimensão paralela. Mesmo que entre os homens existam os que não creem nessa verdade absoluta, tal descrença pouco importa (na verdade, é até interessante para a grossa maioria desses seres espirituais que os homens não acreditem na existência de um mundo espiritual que os influencia) para os personagens dessa sinistra peça teatral. Enfim, essa Guerra é Real. As atitudes são Reais. Os Resultados são Reais. E, enfaticamente: Os Reais Roteiristas das guerras humanas são muito mais do que Reais.
Homens, mulheres e crianças não perderam suas vidas, simplesmente. Foram assassinados brutal e covardemente às mãos de genocidas deificados.
E o Resultado? O clamor por justiça na Terra, que chega aos céus.
Se assim é: Como terminará essa guerra?
Créditos das imagens
Imagem de guerreiros com arco e flecha, gravados em muro: Imagem de Hulki Okan Tabak por Pixabay em https://pixabay.com/pt/photos/londres-inglaterra-museu-arte-5220552/
Imagem de criança diante de cenário de destruição: Imagem de mouad gnnoni por Pixabay em https://pixabay.com/pt/illustrations/ai-gerado-garota-triste-guerra-8401798/

Profº Altamir Lopes
Profissional graduado em Gestão de Negócios, MBA em Gestão de Recursos Humanos, Orientador Educacional e de Carreira, Professor Licenciado em Pedagogia e Pós-graduando em Neuropsicopedagogia. Terapeuta Integrativo, Palestrante, Desenhista Publicitário e Poeta.
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