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Levante Mulheres Vivas: Atos em todo o país denunciam alta nos casos de feminicídio
País contabiliza mais de 1,1 mil feminicídios em 2025, segundo dados oficiais.
Atualizado há 111 dias
Manifestações foram realizadas neste domingo (07/12) em diversas cidades brasileiras para denunciar o aumento dos casos de feminicídio e outras formas de violência contra mulheres. Convocado pelo movimento Levante Mulheres Vivas, o ato ocorreu em pelo menos 20 estados e no Distrito Federal.
De acordo com a legislação brasileira, feminicídio é o homicídio cometido contra uma mulher por razões de gênero, com penas que variam de 20 a 40 anos. O país já registra mais de 1.180 casos em 2025, segundo o Ministério das Mulheres. Em 2024, foram 1.459 feminicídios, uma média de quatro por dia.
As mobilizações reuniram milhares de pessoas em capitais e grandes cidades. Em São Paulo, 9,2 mil participantes ocuparam o vão livre do Masp, na Avenida Paulista, às 14h. Houve concentração às 10h no Largo da Ordem, em Curitiba; às 13h na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande; às 17h no Largo São Sebastião, em Manaus; ao meio-dia no Posto 5, em Copacabana; e às 11h na Praça Raul Soares, em Belo Horizonte. No Distrito Federal, o ato teve início às 10h na Feira da Torre de TV, reunindo coletivos independentes e familiares de vítimas.
Cartazes com frases como “Não queremos flores, queremos viver” lembraram casos recentes que geraram comoção. Entre eles, o assassinato da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, encontrada carbonizada em Brasília; a tentativa de feminicídio que mutilou Tainara Souza Santos em São Paulo; e o duplo homicídio no Cefet-RJ, no Rio de Janeiro. Também foram citados crimes registrados em estados como Pernambuco, Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero, 3,7 milhões de mulheres sofreram violência doméstica no último ano. O Ligue 180 recebe quase 3 mil chamados por dia.
No Distrito Federal, onde 26 feminicídios foram registrados em 2025, organizadoras destacaram falhas na rede de proteção e o avanço de discursos de ódio contra mulheres. “Estamos aqui para marcar na história que não vamos tolerar perder nenhuma de nós”, afirmou a coordenadora do Levante Mulheres Vivas no DF, Ana Carolina Oliveira Tessmann.
Participantes relataram situações de agressão e defenderam políticas de prevenção, acolhimento e responsabilização dos agressores. As manifestações buscaram explicitar a urgência de respostas públicas diante do cenário crescente de violência de gênero no país.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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