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Maricá Azul: Município consolida rede de elite no atendimento e inclusão de pessoas com autismo

Com mais de 1.700 atendidos anualmente, cidade oferece de Equoterapia a suporte financeiro para cuidadores; histórias de superação atraem famílias de todo o estado para a rede municipal

Atualizado há 2 horas

A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Pessoa com Deficiência e Inclusão (SPCDI), estruturou uma das redes mais completas do estado para o atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). O sistema integra saúde, assistência social e suporte financeiro, garantindo autonomia para o paciente e fôlego para a família.

 

    Os Pilares da Rede de Cuidado

O atendimento é distribuído em equipamentos estratégicos, cada um com uma missão específica:

  • Casa do Autista (Parque Nanci): Atende 341 pacientes com foco clínico e terapêutico (Psicologia, Fono, TO, Musicoterapia e Nutrição).

  • SAREM I e II: O "coração" da reabilitação, com quase mil pacientes assistidos por equipes multiprofissionais.

  • CAIF: Foco na convivência e arte. Oferece oficinas de capoeira, dança, percussão e pintura para 111 famílias.

  • Equoterapia (Espraiado): Terapia com cavalos para jovens de 3 a 21 anos, focando em equilíbrio, postura e autorregulação emocional.

 

    Auxílio Cuidar: O Suporte a quem Cuida

Diferente de muitas cidades, Maricá entende que a rotina de uma pessoa com autismo severo exige dedicação exclusiva de um responsável. Por isso, oferece o Auxílio Cuidar, um benefício financeiro destinado a quem abdica da carreira para garantir o tratamento e a segurança do familiar com deficiência.

 

    Histórias que Inspiram

A qualidade do serviço tem provocado um fenômeno de migração: famílias deixam a capital e a Baixada para morar em Maricá.

  • O Artista Daniel: Vindo de Campo Grande, Daniel (13 anos) descobriu na Casa do Autista o talento para a pintura. Suas artes já estamparam camisetas que chegaram a Portugal.

  • A Estabilidade de Caíque: Vindo de Nova Iguaçu, Caíque (19 anos) sofria com agitação severa. Hoje, com o acompanhamento local, o pai Márcio celebra: "Ele está mais centrado e tem noção de perigo".

Foto do Jornalista

Marcus Pires

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