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Morte de deputado baiano reacende alerta sobre infarto fulminante
O homem faleceu aos 58 anos; especialistas explicam sintomas, riscos e quando buscar ajuda.
Atualizado há 69 dias
A morte do deputado estadual e presidente da Câmara de Salvador, Alan Sanches (União Brasil-BA), neste sábado (17/01), em decorrência de um infarto fulminante, reacendeu dúvidas sobre sinais de alerta, fatores de risco e a possibilidade de identificar o problema antes que ele aconteça. Médico de formação, ele tinha 58 anos. O Samu chegou a ser acionado, mas não houve tempo para reversão do quadro.
O infarto fulminante é caracterizado pela interrupção súbita e completa do fluxo de sangue para o coração, geralmente causada pela obstrução total de uma artéria coronária. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), esse bloqueio pode provocar arritmias graves ou falência imediata do músculo cardíaco, com evolução rápida e alto risco de morte.
De acordo com a SBC, não existe exame capaz de prever exatamente quando um infarto vai ocorrer. A maioria dos casos está associada a fatores de risco conhecidos, como hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar de doenças cardiovasculares.
Para o cardiologista e pesquisador da Universidade Federal da Bahia (Ufba), André Rodrigues Durães, esses fatores são determinantes na probabilidade de um evento cardíaco. Segundo ele, o acompanhamento médico regular e o controle de condições crônicas reduzem o risco, embora não eliminem totalmente a possibilidade de um infarto.
O Ministério da Saúde aponta que muitas dessas condições podem permanecer silenciosas por anos, sem sintomas evidentes, o que dificulta a identificação precoce do risco. Especialistas explicam que, em alguns casos, sinais podem surgir dias, semanas ou até meses antes do evento, mas nem sempre são reconhecidos como problemas cardíacos.
Entre os sintomas mais comuns estão dor ou sensação de aperto no peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula, além de falta de ar, cansaço excessivo, suor frio, náusea, tontura e mal-estar persistente. As informações constam em materiais educativos do Ministério da Saúde e da SBC.
O cardiologista Roberto Kalil Filho, professor da Faculdade de Medicina da USP e diretor clínico do InCor, destaca que o infarto nem sempre se manifesta com dor torácica intensa. Em alguns casos, os sinais se apresentam como fadiga fora do padrão, desconforto em outras regiões do corpo ou falta de ar, o que pode atrasar a busca por atendimento.
A SBC alerta ainda que até 25% dos infartos podem ocorrer sem a dor no peito clássica, especialmente em mulheres, idosos e pessoas com diabetes. Nesses grupos, os sintomas tendem a ser mais discretos, como indigestão frequente, ansiedade sem causa aparente e mal-estar persistente.
Embora não seja possível eliminar completamente o risco, especialistas apontam que a prevenção reduz significativamente as chances de ocorrência. O controle da pressão arterial, do colesterol e da glicemia, aliado à prática regular de atividade física, alimentação equilibrada e interrupção do tabagismo, é considerado fundamental.
Consultas médicas periódicas e exames de rotina ajudam a identificar alterações silenciosas, como placas de gordura nas artérias coronárias, antes que evoluam para uma obstrução total. Nos casos classificados como fulminantes, a obstrução ocorre de forma abrupta, muitas vezes associada a arritmias fatais.
Nessas situações, o tempo é decisivo. A Sociedade Brasileira de Cardiologia destaca que a chance de sobrevivência depende de atendimento imediato, o que nem sempre é possível quando o quadro se instala de forma súbita. O Ministério da Saúde orienta que qualquer dor no peito persistente, associada ou não a outros sintomas, deve ser tratada como emergência, com busca imediata por atendimento médico.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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