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Bolsonaro deixa prisão na PF e passa a cumprir pena na "Papudinha"
Ex-presidente ficará em Sala de Estado Maior no Complexo da Papuda, com visitas autorizadas e acompanhamento médico contínuo.
Atualizado há 72 dias
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (15/01) a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como “Papudinha”. A mudança foi executada pela Polícia Federal no mesmo dia.
Bolsonaro passou a cumprir pena em uma Sala de Estado Maior no batalhão da PM-DF, modelo de custódia previsto para ex-ocupantes de cargos de alta relevância institucional. O espaço destinado ao ex-presidente tem 64,8 metros quadrados, com área interna e externa, e conta com dependências como quarto, sala, banheiro, cozinha e lavanderia.
Na decisão, Moraes autorizou uma série de medidas específicas, incluindo assistência médica integral, 24 horas por dia, por profissionais particulares previamente cadastrados. Em situações de urgência hospitalar, a defesa deverá comunicar o juízo em até 24 horas. Também foi liberada a realização de fisioterapia em horários definidos pelos médicos, além da instalação de equipamentos como esteira e bicicleta ergométrica.
O ministro permitiu ainda a entrega diária de alimentação especial indicada pela defesa, assistência religiosa semanal e a inclusão de Bolsonaro no programa de remição de pena por leitura. Por outro lado, foi negado o pedido para acesso a televisão com internet.
As visitas familiares foram mantidas e poderão ocorrer às quartas e quintas-feiras, em horários previamente definidos. Estão autorizados encontros com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, os filhos Carlos, Flávio, Jair Renan e Laura Bolsonaro, além da enteada Letícia Firmo.
Moraes afirmou que a transferência possibilita o início imediato da fisioterapia solicitada pela defesa, o que não era viável na Superintendência da PF por limitações administrativas e de segurança. Segundo o ministro, as condições concedidas são “absolutamente excepcionais e privilegiadas”, mas não transformam o cumprimento da pena em situação incompatível com o regime fechado.
A decisão ocorre após manifestações públicas de aliados e familiares do ex-presidente, além de articulações políticas em defesa de prisão domiciliar. Moraes também citou declarações de Flávio e Carlos Bolsonaro, classificando-as como tentativas de deslegitimar o cumprimento regular da pena.
Desde novembro, Bolsonaro cumpria pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, ele segue sob custódia especial, enquanto aguarda nova avaliação médica pericial que poderá embasar a análise de um pedido de prisão domiciliar humanitária.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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