Prisão de Marcos/Foto: Reprodução
Técnicos de enfermagem assassinam pacientes no Distrito Federal
O principal suspeito confessou os crimes após ser confrontado com imagens.
Atualizado há 66 dias
Três técnicos de enfermagem foram presos no Distrito Federal suspeitos de envolvimento na morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. O principal investigado é Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, que confessou ter provocado os óbitos. Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22, são investigadas por acobertamento, negligência e possível coautoria.
De acordo com a Polícia Civil, Marcos Vinícius alterava prescrições médicas, aplicava doses excessivas de medicamentos e, em uma das situações, injetou desinfetante diretamente na veia de uma paciente. As ações ocorreram sem conhecimento da equipe médica e envolveram o uso indevido do acesso de um médico ao sistema do hospital.
As vítimas identificadas são a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, o servidor público João Clemente Pereira, de 63, e o carteiro Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33. As aplicações letais ocorreram nos dias 17/11/25 e 01/12/25. Em uma das tentativas, após não obter o resultado esperado, o técnico recorreu à injeção de desinfetante, aplicada repetidas vezes no mesmo dia.
Inicialmente, os três suspeitos negaram participação nos crimes. No entanto, após ser confrontado com imagens das câmeras de segurança do hospital, Marcos Vinícius confessou os assassinatos, e as duas colegas admitiram ter auxiliado em ao menos dois dos casos. Segundo as investigações, Amanda fazia a vigilância dos corredores, enquanto Marcela se posicionava de forma a impedir que outros profissionais percebessem as aplicações.
O delegado Wisllei Salomão afirmou que Marcos era o responsável direto pelas injeções intravenosas, enquanto as colegas atuavam para garantir que a ação não fosse interrompida. Em uma das situações, o técnico chegou a simular massagens cardíacas para aparentar tentativa de reanimação após a aplicação das substâncias.
O Hospital Anchieta informou, em nota, que identificou irregularidades em três óbitos registrados na UTI e instaurou uma apuração interna. A partir das conclusões, a direção solicitou a abertura de inquérito policial. Os três técnicos foram demitidos ainda em 2025, e as famílias das vítimas foram comunicadas sobre o andamento das investigações; os suspeitos foram presos semanas depois.
A Polícia Civil destacou que não há indícios de que os crimes tenham ocorrido a pedido dos pacientes ou de familiares. As investigações seguem em andamento para apurar se outros óbitos podem estar relacionados às ações do técnico.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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