Mauro Vieira, Ministro das Relações Exteriores/Foto: Brenno Carvalho
Brasil deve apoiar plano de paz dos EUA para a faixa de Gaza
Chanceler afirma que proposta norte-americana está em sintonia com posições históricas do Brasil sobre direitos humanos, ajuda humanitária e solução política para o conflito.
Atualizado há 178 dias
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quarta-feira (01) que o governo brasileiro vê com bons olhos o plano de paz apresentado pelos Estados Unidos para encerrar o conflito na Faixa de Gaza. Durante audiência na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, o chanceler destacou que o Brasil deve manifestar apoio público à proposta ainda hoje.
“O Brasil está acompanhando, e somente ontem, no final da tarde, tomamos conhecimento de todos os detalhes do plano. Sem dúvida nenhuma, vamos aplaudi-lo publicamente”, disse Vieira em resposta a um questionamento do deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR).
O plano, anunciado pelo presidente norte-americano Donald Trump ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, prevê cessar-fogo imediato, libertação de reféns em até 72 horas, reconstrução de Gaza e a criação de um governo provisório sob supervisão de um conselho internacional.
Vieira ressaltou que os pontos centrais estão alinhados às posições históricas do Brasil, incluindo a defesa de direitos humanos, ajuda humanitária e a busca por uma solução política de coexistência pacífica.
Principais medidas do plano dos EUA
- Cessar-fogo imediato e troca de prisioneiros e reféns: libertação em até 72 horas, incluindo restos mortais.
- Ajuda humanitária e reconstrução de Gaza: entrada de alimentos, água, energia e equipamentos, com distribuição feita por ONU e entidades neutras.
- Nova governança em Gaza: gestão provisória por um comitê palestino supervisionado por um “Conselho da Paz”.
- Desmilitarização do Hamas: entrega de armas mediante anistia e destruição de túneis e bases militares.
- Segurança internacional: criação de uma Força Internacional de Estabilização e retirada gradual de Israel, com perspectiva de autodeterminação palestina.
Segundo o chanceler, a proposta contempla “o que o Brasil sempre defendeu desde o início do conflito”, e o país espera que seja aceita por todas as partes envolvidas.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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