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Imagem da notícia Foto: Divulgação

Passagem de ônibus municipais do Rio sobe para R$ 5 a partir de janeiro de 2026

Reajuste anunciado pela Secretaria Municipal de Transportes foi publicado no Diário Oficial e passa a valer no dia 4; aumento ocorre em meio a greves e paralisações

Atualizado há 89 dias

A passagem dos ônibus municipais do Rio de Janeiro passará a custar R$ 5 a partir de janeiro de 2026. O reajuste foi anunciado no último dia 26 pela Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) e publicado pelo prefeito Eduardo Paes no Diário Oficial desta terça-feira (30).

A nova tarifa começa a valer no dia 4 de janeiro para os usuários que atualmente pagam R$ 4,70.

Além dos ônibus municipais, o aumento também se aplica aos serviços de BRT, VLT, Serviço de Transporte Público Local (STPL), ao transporte complementar comunitário, conhecido como “cabritinho”, e ao Serviço de Transporte Especial Complementar de Passageiros (TEC). O reajuste atinge ainda os usuários do Bilhete Único Carioca.

De acordo com o decreto, as concessionárias passarão a receber R$ 6,60 por passageiro transportado, valor referente à chamada tarifa de remuneração. O texto também altera o Indicador de Receita por Quilômetro (IRK), que será fixado em R$ 9 a partir de 1º de janeiro de 2026.

Já a remuneração por quilômetro referente ao subsídio tarifário pago às empresas de ônibus será de R$ 3,06.

Crise no transporte e sucessivas paralisações

No início de 2025, os cariocas já haviam sido impactados por um reajuste, quando a passagem subiu de R$ 4,30 para R$ 4,70. O novo aumento ocorre em meio a uma sequência de greves e paralisações no sistema de transporte da cidade.

Nesta segunda-feira (29), cerca de 60 ônibus das empresas Real Auto Ônibus, dos consórcios Intersul e Transcarioca, e da Transportes Vila Isabel, também do Intersul, deixaram de circular por falta de diesel. Ao todo, 19 linhas que atendem o Centro e as zonas Norte e Sul do Rio foram afetadas.

Rodoviários relatam ainda enfrentar crises de ansiedade, ameaças de passageiros, além de problemas relacionados à precariedade dos coletivos e atrasos salariais. No último dia 22, motoristas, mecânicos e outros funcionários entraram em greve devido ao atraso no pagamento de salários, ticket-alimentação, férias e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A paralisação durou dois dias.

Em dezembro, outra greve já havia sido registrada pelo mesmo motivo. Paralisações semelhantes também ocorreram em 16 de setembro, quando 24 linhas tiveram a circulação suspensa, e em 27 de agosto.

Em nota, a Prefeitura do Rio afirmou que “vem cumprindo rigorosamente sua parte, realizando de forma regular e quinzenal o pagamento dos subsídios aos consórcios operadores”, destacando que cabe às empresas a responsabilidade legal pela gestão adequada dos recursos.

Foto do Jornalista

Yasmim Celestino

Repórter-fotográfica, atuando na produção de conteúdo com objetivo de compartilhar a melhor informação para manter você bem-informado! E-mail. gazetarj@gmail.com

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