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Imagem da notícia Foto: Pablo Porciuncula

Bolsonaro deixa prisão pela primeira vez para cirurgia autorizada pelo Supremo Tribunal Federal

Ex-presidente foi transferido da PF para hospital em Brasília e permanece sob vigilância 24 horas.

Atualizado há 95 dias

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a realização de uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral, marcada para esta quinta-feira (25/12), feriado de Natal. A decisão teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi baseada em laudo da perícia oficial da Polícia Federal, que recomendou o procedimento classificado como eletivo (tratamento ou cirurgia que não é urgente).

Bolsonaro deixou a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, por volta das 9h30 desta quarta-feira (24/12), e foi transferido ao Hospital DF Star para exames pré-operatórios. Esta é a primeira vez que o ex-presidente sai da unidade desde que passou a cumprir pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.

A decisão determina que o transporte e a segurança sejam realizados de forma discreta pela Polícia Federal, com entrada pela garagem do hospital. Durante toda a internação, o ex-presidente permanece sob custódia, com vigilância permanente e, no mínimo, dois agentes posicionados na porta do quarto, além de equipes dentro e fora da unidade.

Moraes autorizou a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante, seguindo as normas hospitalares. Outras visitas, incluindo as de filhos, dependem de autorização judicial. Também foi proibida a entrada de celulares, computadores ou outros dispositivos eletrônicos no quarto, exceto equipamentos médicos, com fiscalização da PF.

O laudo pericial aponta que Bolsonaro apresenta hérnia inguinal bilateral, condição que ocorre quando tecidos do abdômen se projetam por áreas enfraquecidas da musculatura da virilha nos dois lados do corpo. O quadro pode provocar dor, inchaço e desconforto, especialmente durante esforços físicos. Em casos bilaterais, o procedimento costuma ser mais complexo do que nas hérnias unilaterais.

Segundo o coloproctologista Danilo Munhóz, a cirurgia bilateral exige maior cuidado por envolver dois defeitos da parede abdominal no mesmo ato cirúrgico, o que pode aumentar o tempo de operação e o desconforto no pós-operatório. Ele explica que a escolha entre cirurgia aberta ou laparoscópica depende do histórico do paciente, já que múltiplas cirurgias abdominais prévias podem dificultar a abordagem minimamente invasiva.

A perícia também indicou a necessidade de bloqueio do nervo frênico para tratar soluços persistentes, mas a previsão da equipe médica é de que esse procedimento seja realizado em outro momento. Após a alta hospitalar, Bolsonaro deverá retornar imediatamente à custódia da Polícia Federal, mantendo-se as mesmas condições de segurança.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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