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Imagem da notícia Tony Winston/Agência Brasília

Brasil terá produção nacional da vacina contra vírus sincicial respiratório, anuncia Ministério da Saúde

Produção de medicamento para esclerose múltipla

Atualizado há 195 dias

O Ministério da Saúde confirmou, nesta quarta-feira (10), uma parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Pfizer para a produção no Brasil da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) — uma das principais causas de bronquiolite e pneumonias em bebês.

A expectativa é que as primeiras 1,8 milhão de doses sejam entregues até o fim deste ano. A distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS) deve começar na segunda quinzena de novembro, voltada a gestantes a partir da 28ª semana de gravidez.

Segundo o ministério, a vacinação materna em dose única favorece a transferência de anticorpos para o bebê, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida — período de maior vulnerabilidade.

“O VSR é uma das maiores causas de hospitalizações em UTI nos primeiros seis meses de vida. As vacinas da gestação são seguras, não trazem riscos de má formação, aborto ou parto prematuro”, explicou Isabela Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações.

De acordo com a pasta, o VSR responde por 80% dos casos de bronquiolite e 60% das pneumonias em crianças menores de 2 anos. Anualmente, cerca de 20 mil bebês com menos de um ano são internados no país, e a mortalidade é até sete vezes maior entre prematuros.

A estimativa é que a vacina possa prevenir cerca de 28 mil internações por ano e beneficiar aproximadamente 2 milhões de recém-nascidos.

O ministério também anunciou a produção nacional do natalizumabe, medicamento biológico usado no tratamento da esclerose múltipla. A transferência de tecnologia será feita pela farmacêutica Sandoz para o Instituto Butantan, dentro de uma parceria de desenvolvimento produtivo (PDP).

O remédio é indicado para pacientes com a forma remitente-recorrente de alta atividade da doença — que corresponde a 85% dos casos — e que não responderam a outros tratamentos. Embora ofertado no SUS desde 2020, atualmente apenas um fabricante possui registro no país.

Em nota, o ministério destacou que a medida reforça a soberania do SUS diante de crises globais de insumos e barreiras comerciais.

A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central, causando danos à bainha de mielina — estrutura que reveste os neurônios e permite a transmissão dos impulsos elétricos. A condição atinge principalmente adultos entre 18 e 55 anos.

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Yasmim Celestino

Jornalista do Jornal Gazeta

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