Foto: Ricardo Stuckert
Lula defende transição energética justa e aceleração do uso de fontes renováveis na COP30
Durante discurso na Cúpula de Líderes da COP30, em Belém, presidente destacou a necessidade de abandonar os combustíveis fósseis e ampliar o acesso às energias limpas.
Atualizado há 139 dias
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o futuro da luta contra a mudança do clima dependerá das decisões tomadas sobre o setor energético nesta sexta-feira (07/11), durante a Cúpula de Líderes da COP30, em Belém (PA). Ele apresentou um plano de transição baseado em três pilares: cumprir o acordo firmado em Dubai para triplicar a geração de energia renovável e dobrar a eficiência energética até 2030; eliminar a pobreza energética; e implementar o Compromisso de Belém, que prevê quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis até 2035.
Lula criticou o modelo econômico sustentado por combustíveis fósseis, responsável por 75% das emissões de gases do efeito estufa, e destacou o papel da ciência e da tecnologia na construção de um novo paradigma energético. “O Brasil é líder nessa área há décadas. Nossa matriz elétrica é 90% limpa e somos o segundo maior produtor mundial de biocombustíveis”, afirmou.
O presidente ressaltou que o avanço das energias solar e eólica tem tornado a transição mais acessível, com custos em queda e tecnologias mais eficientes. No entanto, alertou para a lentidão na redução global de emissões e criticou os incentivos financeiros ao petróleo e gás, que somaram US$ 869 bilhões em 2024.
Lula enfatizou ainda a urgência em combater a pobreza energética, que atinge dois bilhões de pessoas no mundo. “Sem energia, não há escolas, hospitais ou agricultura moderna”, disse. Para ele, a transição energética deve gerar emprego, renda e inclusão produtiva, com maior participação dos países em desenvolvimento nas cadeias de valor de minerais críticos e tecnologias verdes.
Ao final, o presidente defendeu a criação de um fundo nacional com parte dos lucros do petróleo para financiar ações de mitigação e promover justiça climática. “É tempo de diversificar nossas matrizes energéticas e acelerar o uso de combustíveis sustentáveis. Os líderes devem decidir se este será o século da catástrofe climática ou da reconstrução inteligente”, concluiu.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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