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Imagem da notícia Foto: Divulgação

Golpe de negociação da CNH vira alvo de alerta da Polícia Rodoviária Federal

PRF esclarece que não credencia empresas nem intermediários para tratar de multas ou pontuação de condutores.

Atualizado há 2 dias

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) alertou a população sobre um golpe que utiliza falsas promessas de negociação de multas, exclusão de infrações e redução de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A fraude tem sido aplicada por meio de mensagens enviadas por WhatsApp, SMS e redes sociais.

Segundo a corporação, criminosos se apresentam como empresas supostamente autorizadas pela PRF ou pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) para intermediar processos relacionados à habilitação. As mensagens costumam afirmar que o motorista corre risco de ter a CNH suspensa ou cassada caso não aceite uma proposta de regularização imediata.

Os golpistas também direcionam as vítimas para páginas falsas que imitam portais oficiais do governo. Em muitos casos, os sites exibem dados reais do cidadão, como nome e CPF, para transmitir credibilidade e induzir o pagamento de boletos ou transferências via Pix. Outra prática comum é a cobrança de supostas taxas administrativas inexistentes.

A PRF reforça que não credencia empresas, representantes ou intermediários para negociar multas, excluir infrações ou reduzir pontuações em nome dos condutores. A consulta de multas e da situação da CNH deve ser feita exclusivamente por canais oficiais, como o Portal da PRF, o aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT) e os sites dos Detrans.

Entre as orientações de segurança estão verificar se o endereço eletrônico termina em “gov.br”, desconfiar de links enviados por mensagens e nunca realizar pagamentos solicitados por WhatsApp, SMS ou e-mail.

Quem tiver sido vítima da fraude deve registrar um boletim de ocorrência por estelionato eletrônico junto à Polícia Civil, comunicar imediatamente o banco para tentar contestar transferências realizadas via Pix e acompanhar o sistema Registrato, do Banco Central, para identificar possíveis usos indevidos de seus dados pessoais.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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