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Imagem da notícia © Tomaz Silva/Agência Brasil

Mortes em operação no Rio ganham repercussão internacional

Operação Contenção, que mirou o Comando Vermelho, deixa mais de 60 mortos e levanta críticas da ONU e da imprensa internacional sobre a letalidade policial no Rio.

Atualizado há 151 dias

A operação policial deflagrada pelo governo do Rio de Janeiro nesta terça-feira (28), denominada Operação Contenção, teve grande repercussão internacional devido ao alto número de mortos. Oficialmente, 64 pessoas morreram, entre elas quatro policiais, mas a estimativa é de que o total ultrapasse 100 vítimas.

A ação, que teve como alvo a facção Comando Vermelho, despertou críticas e manifestações de entidades e veículos estrangeiros sobre a letalidade das operações policiais no Brasil.

A Organização das Nações Unidas (ONU) publicou, na noite de terça-feira, uma nota em seu perfil na rede X (antigo Twitter), expressando preocupação com o número de mortes e cobrando respeito aos direitos humanos.

“Estamos horrorizados com a operação policial em andamento nas favelas do Rio de Janeiro, que já teria resultado na morte de mais de 60 pessoas, incluindo quatro policiais. Relembramos às autoridades suas obrigações sob o direito internacional dos direitos humanos e instamos a realização de investigações rápidas e eficazes”, declarou a entidade.

A repercussão também se estendeu à imprensa internacional. O jornal britânico The Guardian classificou o episódio como “o dia mais violento da história do Rio de Janeiro”, destacando que a operação começou na madrugada com intensos confrontos em áreas onde vivem cerca de 300 mil pessoas. “Fotos terríveis com alguns dos jovens mortos se espalharam pelas redes sociais”, descreveu o periódico.

O espanhol El País afirmou que o Rio viveu uma “jornada de caos colossal”, enquanto o francês Le Figaro ressaltou as críticas à eficácia das operações policiais de grande porte no estado.

Já o The New York Times descreveu a ação como “a mais mortal da história do Rio”, mencionando as palavras do governador, que chamou o episódio de um ataque contra “narcoterroristas”.

O jornal argentino Clarín também repercutiu o caso, publicando a frase de um internauta brasileiro: “Não é Gaza, é o Rio.”

Até o fim da manhã desta quarta-feira (29), mais de 50 corpos haviam sido entregues às autoridades pela população local, e o número de vítimas deve aumentar nas próximas horas.

Foto do Jornalista

Sara Celestino

Repórter-fotográfica, atuando na produção de conteúdo com objetivo de compartilhar a melhor informação para manter você bem-informado! E-mail. gazetarj@gmail.com

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