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Imagem da notícia Elizabeth Rocha, primeira mulher a ocupar a presidência do Superior Tribunal Militar/Foto: Cadu Gomes

Cinco décadas após a ditadura, Brasil homenageia Vladimir Herzog

Cerimônia reuniu líderes religiosos, autoridades e familiares na Catedral da Sé para celebrar a memória do jornalista e reafirmar o compromisso com a democracia.

Atualizado há 153 dias

“Não esquecer para jamais se repetir”. A frase do presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, resumiu o tom do Ato Inter-religioso "50 Anos por Vlado", realizado neste sábado (25/10), na Catedral da Sé, em São Paulo. O evento homenageou as vítimas da ditadura militar e celebrou a memória do jornalista Vladimir Herzog, assassinado em 25 de outubro de 1975 nas dependências do DOI-Codi.

A cerimônia reeditou o ato ecumênico que, há 50 anos, reuniu cerca de 8 mil pessoas no mesmo local, sob liderança do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, do rabino Henry Sobel e do reverendo Jaime Wright, em protesto contra o regime autoritário.

Durante o discurso, Alckmin destacou que o silêncio daquele ato histórico simbolizou o mais eloquente protesto da sociedade contra a repressão: “Nem a mais covarde das mentiras, forjada pela mais vil das tiranias, foi capaz de apagar a verdade. Por amor à liberdade, jamais haverá lugar para o nosso esquecimento”.

O filho do jornalista, Ivo Herzog, ressaltou a importância da presença do Estado no evento: “Há 50 anos, havia medo do Estado. Hoje, temos o Estado de mãos dadas conosco, reafirmando o compromisso com a democracia, a justiça e a verdade”.

O ato contou com apresentações do Coro Luther King e manifestações inter-religiosas com Dom Odilo Pedro Scherer, a reverenda Anita Wright e o rabino Rav Uri Lam.

Um dos momentos mais aplaudidos foi a fala da ministra Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar, que pediu perdão pelos erros e omissões cometidos pela Justiça Militar durante o regime: “Peço perdão a Vladimir Herzog e sua família, e a todos que sofreram com torturas, mortes e desaparecimentos forçados”.

Encerrando a cerimônia, Alckmin reafirmou o compromisso do governo com os valores da liberdade, dos direitos humanos e da justiça: “A comunhão da fraternidade é o caminho para consolidar a democracia e honrar as lições que a história nos legou”, concluiu.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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