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Imagem da notícia Foto: Paulinne Carvalho (Comunicação Maricá F.C.)

Perto de se tornar técnico recordista do Maricá F.C, Reinaldo projeta temporada 2026

Na quarta-feira (21/01) contra o Bangu, treinador completará o 72º jogo no comando do Azul, Vermelho e Branco de Maricá.

Atualizado há 67 dias

Ao sentar no banco de resevas do Estádio João Saldanha na próxima quarta-feira (21), no confronto diante do Bangu, válido pela terceira rodada do Cariocão Superbet 2026, o técnico Reinaldo Oliveira alcançará um marco histórico no comando do Maricá F.C. A partida será a 72ª do treinador à frente do Tsunami, tornando-o o técnico com mais jogos na história do clube. Reinaldo irá ultrapassar a marca de Marcus Alexandre, que dirigiu a equipe por 71 partidas entre 2019 e 2022.

Foto: Paulinne Carvalho (Comunicação Maricá F.C.)
Foto: Paulinne Carvalho (Comunicação Maricá F.C.)

Vivendo sua quarta temporada consecutiva no Azul, Branco e Vermelho de Maricá, Reinaldo também figura como o segundo treinador mais longevo do Campeonato Carioca, atrás apenas de Carlos Vítor, do Nova Iguaçu. Sob seu comando, o Tsunami conquistou os maiores feitos de sua trajetória, com o acesso à elite do Carioca e o título da Copa Rio, ambos em 2024, consolidando um trabalho marcado por continuidade, crescimento e resultados.

A exemplo do ano passado, o time disputará o Campeonato Carioca, a Copa Rio e, pela segunda vez consecutiva, a Série D do Campeonato Brasileiro. Nessa entrevista, o treinador fala sobre o recorde, planejamento, montagem do elenco, integração com a base e estrutura do clube.

Foto: Paulinne Carvalho (Comunicação Maricá F.C.)
Foto: Paulinne Carvalho (Comunicação Maricá F.C.)

Em entrevista: Reinaldo, na próxima rodada o você alcança um marco histórico, tornando-se o técnico com mais jogos à frente do Maricá FC. O que esse recorde representa para você?

Reinaldo Oliveira – É um motivo de muito orgulho e gratidão. Quando a gente fala em longevidade no futebol, principalmente aqui no Brasil, é atingir uma marca dessas é muito difícil. Trabalhos longos como o neu aqui, do Carlos Vítor no Nova Iguaçu e do Abel Braga no Palmeiras são feitos raros. Chegar a esse número de jogos em um clube como o Maricá mostra que existe confiança no trabalho, um projeto sólido e pessoas que acreditam no dia a dia. Eu sou muito grato à diretoria, aos atletas, às comissões técnicas que passaram por aqui e ao nosso torcedor, que sempre esteve ao nosso lado. Esse recorde não é só meu, é de todos que fazem parte dessa história. Para mim, fica a sensação de dever cumprido até aqui, mas com muita vontade de continuar trabalhando para escrever capítulos ainda mais importantes com a camisa do Maricá F.C.

O Maricá F.C terá um calendário cheio em 2026, com a disputa de três competições importantes. Qual é a projeção do clube para o Carioca, a Série D e a Copa Rio?

RO – Primeiramente, é uma satisfação e um orgulho muito grande estar indo para a minha quarta temporada seguida aqui no clube. A primeira coisa que faço é agradecer a Deus por essa oportunidade. Quero agradecer também à diretoria, por acreditar no trabalho a longo prazo, por ver que ele dá resultado. Agradeço também aos atletas, que entenderam muito rápido a minha ideia de jogo e que estão comprometidos em honrar, a cada dia, a camisa do Maricá F.C. E também ao nosso torcedor, por acreditar no projeto, confiar na nossa comissão técnica, nos nossos jogadores e nos dar essa força diária para fazermos mais um grande resultado. Por mérito nosso, será uma temporada de calendário cheio, principalmente graças à Série D do ano passado, que nos garantiu a chance de disputá-la novamente este ano. Estamos muito confiantes em fazer um grande 2026, mas o primeiro objetivo é o Campeonato Carioca. No domingo vencemos a primeira contra a Portuguesa. Agora vamos três jogos fundamentais em casa.

Você comentou sobre a montagem do elenco. A manutenção da base e a chegada de reforços pontuais foram fundamentais?

RO – Montamos um grupo muito forte. Mantivemos entre 70% e 80% da base do elenco, jogadores que já estão no clube há bastante tempo e conhecem a nossa filosofia de trabalho. Trouxemos atletas pontuais para qualificar ainda mais o elenco. Estou muito confiante por tudo o que a gente vem demonstrando na pré-temporada e espero já estrear com o pé direito, fazendo um grande jogo e dando alegria ao nosso torcedor, que irá nos apoiar em peso em São Januário.

Esses reforços podem agregar também fora de campo?

RO – Vão ajudar muito. Primeiramente, quero parabenizar a diretoria por manter a base do elenco, porque isso facilita bastante o trabalho do treinador. Estou muito contente com o grupo que foi montado para esta temporada. Os atletas que chegaram foram escolhidos a dedo, são reforços pontuais que dispensam comentários pela história que têm no futebol. O currículo deles já diz por si só. E eles vão agregar muito dentro e fora de campo. Quando a gente contrata aqui, a gente não pensa somente no que o atleta vai render dentro de campo. Óbvio que a gente cobra muito da performance técnica, tática, física e mental, mas também pensamos no grupo de jovens, nos atletas da base, que fazem parte desse processo de crescimento. Não tenho dúvida nenhuma de que a contratação de jogadores com bastante bagagem e rodagem vai nos ajudar muito dentro e fora de campo, especialmente com os mais jovens.

O Tsunami teve 16 atletas da base integrados ao profissional. Como essa mescla entre juventude e experiência pode ajudar ao longo da temporada?

RO – Eu acho que é essencial você ter essa mescla, esse equilíbrio. A gente está com um time muito bem equilibrado. Temos atletas que já jogaram Libertadores, Campeonato Brasileiro Série A, que já foram campeões de Copa do Brasil, como é o caso do Wellington, e atletas que já foram campeões aqui no clube, como Almir, Dida e Sandro Silva. Isso ajuda muito, porque eles conhecem a cultura da instituição, da cidade e do nosso torcedor. Ter jogadores experientes, com muita rodagem, que viveram muitos momentos, inclusive situações de dificuldade na carreira, ajuda bastante os mais jovens no dia a dia e nos momentos difíceis das partidas. Então, ter esse elenco qualificado é uma meta nossa, para que, quando precisar, todo mundo esteja pronto para fazer um grande jogo e dar alegria ao nosso torcedor.

Foto: Bruno Maia (Comunicação Maricá)
Foto: Bruno Maia (Comunicação Maricá)

Tem acompanhado de perto os Crias do Tsunami no dia a dia?

RO– Acompanho não somente os jogos, mas também os treinos. A nossa base é muito forte. Tanto que, no ano passado, vários atletas já jogaram no profissional. Terminamos a Série D com atletas da base jogando como titulares, como foi o caso do Oliver, que esteve na Copinha, e também com quatro ou cinco atletas Sub-20 no banco. São meninos que vêm performando. É um excelente trabalho realizado pelas comissões técnicas das categorias de base. Aqui a gente não vê idade, a gente vê performance. Com personalidade e com o trabalho diário da comissão, ensinando e ajudando esses atletas a evoluir, quando surge a oportunidade, eles estão prontos para nos ajudar

Fora de campo, o clube também evoluiu com a chegada do CT de Niterói. O quanto essa estrutura ajuda no rendimento?

RO – Como eu sempre digo, sou muito feliz por fazer parte desse crescimento do Maricá F.C. O clube vem evoluindo a cada ano. Essa estrutura é importante para o atleta performar melhor e para a gente conseguir trabalhar mais situações da parte tática, física e de análise de vídeo.

Ter essa estrutura facilita muito o trabalho, melhora o descanso do atleta, a alimentação e a recuperação. A diretoria é muito capacitada, sabe que ainda há coisas para melhorar, mas tudo tem seu tempo. Sem dúvida nenhuma, essa estrutura ajuda a equipe a performar melhor. E vamos ver o resultado desse esforço dentro de campo.

Essa estrutura também pode ser considerada uma conquista institucional do clube?

RO – Sem dúvida nenhuma. Oferecer ao grupo um CT desse nível é mais uma grande conquista do clube. Você consegue treinar em um campo melhor, o que faz você jogar e performar melhor. A base também treina aqui de vez em quando, o que aproxima e ajuda no desenvolvimento dos atletas para, quando chegarem ao profissional, estarem mais preparados. É mais uma grande conquista da nossa diretoria.

O Tsunami já soma três pontos no Carioca e agora terá uma sequência de três jogos em casa. O quanto essa sequência pode ser decisiva para a classificação?

RO – Sem dúvida nenhuma, é um momento muito importante da competição. O formato do Campeonato Carioca exige regularidade, porque são poucos jogos e cada ponto faz muita diferença. A gente sabe da importância de começar pontuando e agora ter três partidas em casa nos dá uma oportunidade grande de buscar a classificação. Mas, ao mesmo tempo, temos que manter os pés no chão, respeitar todos os adversários e entender que não existe jogo fácil no Carioca. Jogar em casa é um fator importante, com o apoio do nosso torcedor, mas a classificação vai passar principalmente pela nossa entrega, organização e concentração em cada jogo como se fosse uma final. O Campeonato Carioca mudou de formato. Não são mais 11 jogos, são apenas seis, seis finais. Não tem jogo fácil, vai ser difícil, pois quem jogar quer honrar a camisa e performar. Mas vai ser difícil para eles também, porque a gente está fazendo um grande trabalho aqui. Estou muito confiante no meu grupo de atletas para corresponder às expectativas.

Para fechar, o que a torcida do Tsunami pode esperar do clube em 2026?

RO – A torcida pode esperar muito trabalho, uma equipe organizada, equilibrada e competitiva. Atletas que amam vestir a camisa do clube, que estão cada vez mais felizes em representar o Maricá F.C e entregar o seu melhor para dar alegria ao torcedor. O nosso maior patrimônio é a nossa torcida. Convoco o torcedor para nos apoiar, porque sem eles a gente não consegue nada. Teremos momentos difíceis, mas com o apoio deles vamos superar tudo e fazer uma grande temporada.

Matéria: Assessoria de imprensa Maricá FC
Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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