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Imagem da notícia Foto: Maxim Shemetov

Câmara aprova projeto que cria rastreabilidade do ouro no país

Proposta exige marcação física, registro detalhado e restringe venda a instituições autorizadas.

Atualizado há 1 horas

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22/04) um projeto de lei que estabelece regras mais rígidas para a comercialização de ouro no Brasil, com foco em controle, transparência e rastreabilidade. A proposta, enviada pelo governo federal em 2023, segue agora para análise do Senado.

O texto determina que o ouro será considerado ativo financeiro ou instrumento cambial até a primeira venda, que deverá ocorrer exclusivamente para instituições autorizadas pelo Banco Central, como as Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVMs). A medida impede que garimpeiros vendam diretamente a cooperativas ou terceiros.

Para cada transação, será obrigatório o registro de informações detalhadas, como origem do minério, número da permissão de lavra, massa de ouro, dados completos do vendedor e identificação do local de extração. A emissão de nota fiscal eletrônica também passa a ser exigida.

O projeto cria ainda um sistema nacional de rastreabilidade, sob responsabilidade da Casa da Moeda, que incluirá a marcação física do ouro e o registro de todas as etapas da cadeia produtiva. A ausência dessas informações poderá resultar na apreensão e perdimento do metal.

No transporte, será obrigatória a emissão de uma Guia de Transporte e Custódia de Ouro, com validade de até 30 dias e contendo dados como licença ambiental, origem do mercúrio utilizado e destino do material.

Para custear o sistema, o texto institui a Taxa de Registro das Transações e de Marcação Física do Ouro (TOURO), com cobrança de R$ 2 por guia emitida e R$ 5 por grama de ouro marcada, valores que serão reajustados anualmente pelo IPCA.

A proposta também endurece as regras contra irregularidades, prevendo responsabilização cível e criminal para quem atuar fora do sistema. O ouro sem rastreabilidade será considerado ilegal.

A aprovação contou com apoio da base governista e de entidades como o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), que aponta a rastreabilidade como essencial para a integridade do setor. Já parlamentares da oposição criticaram pontos como a concentração das compras em poucas instituições e o aumento da burocracia.

O projeto surge após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que em 2023 suspendeu regras que presumiam a legalidade do ouro com base apenas na declaração do vendedor, em meio ao aumento de casos de garimpo ilegal no país.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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