Foto: Iara Macedo
Comitiva do Amapá visita Maricá em busca de modelo de gestão dos royalties do petróleo
Representantes do estado nortista conheceram projetos sociais e tecnológicos financiados com recursos do petróleo.
Atualizado há 149 dias
A Prefeitura de Maricá recebeu uma comitiva do Amapá interessada em conhecer as experiências sociais e de desenvolvimento econômico implementadas com recursos dos royalties do petróleo nesta quinta-feira (30/10). O estado nortista, que integra a nova fronteira de exploração na Margem Equatorial, busca modelos sustentáveis para aplicação futura desses recursos.
O grupo foi recebido pelo vice-prefeito João Maurício, que destacou o planejamento de Maricá para evitar erros cometidos por outras cidades produtoras. “Criamos estratégias para garantir uma nova economia quando o petróleo declinar. O Amapá pode aprender não só com os erros, mas também com os nossos acertos”, afirmou.
A comitiva reuniu representantes do Executivo e do Legislativo do Amapá, além de vereadores de Oiapoque e Macapá, membros de universidades, do Tribunal de Contas, do Sebrae e empresários locais. Eles visitaram o Parque Tecnológico de Maricá, o Banco Mumbuca, a Companhia de Desenvolvimento (Codemar) e a Empresa Pública de Transportes (EPT).
O presidente da Agência de Desenvolvimento do Amapá, Wandenberg Pitaluga Filho, destacou o potencial de pesquisa da região amazônica. “Temos uma capacidade enorme de desenvolver fármacos e produtos da sociobiodiversidade. As experiências de Maricá nos mostram caminhos para transformar essa riqueza natural em nova economia”, disse.
A reitora da Universidade Estadual do Amapá, Kátia Paulino, afirmou que o estado já planeja um parque tecnológico voltado à sociobiodiversidade. “É gratificante ver que os passos que estamos dando estão na direção certa”, afirmou.
Durante o encontro, representantes do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM) e da Codemar ressaltaram a importância da legislação para garantir o uso responsável dos royalties. “Tudo começa com uma lei de inovação moderna, que estrutura o caminho para o desenvolvimento”, disse Cláudio Gimenez, presidente do ICTIM.
O presidente da Codemar, Celso Pansera, reforçou a necessidade de destinar recursos para pesquisa e inovação. “É fundamental que os investimentos estejam assegurados por lei, como ocorre no Rio de Janeiro, onde 2% da receita líquida é aplicada em pesquisa via Faperj”, explicou.
A visita foi encerrada com uma reunião no Banco Mumbuca, onde os visitantes conheceram o funcionamento da moeda social e as políticas de mobilidade gratuita da cidade. “Maricá é um modelo do que pode ser implementado no Amapá”, concluiu o deputado Delegado Inácio, presidente da Frente Parlamentar de Defesa da Exploração de Petróleo na Margem Equatorial.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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