Parte da imagem publicada por Trump em sua rede social/Imagem: Divulgação
Trump chama papa de “fraco” e gera resposta pública do Vaticano
Presidente dos EUA faz críticas em rede social; pontífice afirma que não entrará em debate e reforça apelos por paz em conflitos internacionais.
Atualizado há 2 horas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente o papa Leão XIV ao classificá-lo como “fraco” e afirmar que a postura do pontífice sobre o conflito no Irã prejudica a Igreja Católica. A declaração foi publicada no domingo (12/04) na rede social Truth Social.
As críticas começaram após Trump dizer que preferia o irmão do papa e que não quer “um papa que ache tudo bem o Irã ter uma arma nuclear”. Na publicação, o presidente escreveu: "O papa Leão XIV é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa (...) Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos."
Apesar das afirmações, não há registros de que o papa tenha defendido o acesso do Irã a armas nucleares. No último fim de semana, o pontífice declarou estar próximo do “amado povo libanês” e pediu cessar-fogo no conflito na região, que já dura sete semanas.
Trump também afirmou que Leão XIV só ocupa o cargo por causa de sua presidência e que, por isso, deveria ser grato. Além do texto, o republicano publicou uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece com vestes semelhantes às de Jesus Cristo, abençoando um homem, cercado por símbolos como a bandeira dos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade e aeronaves militares.
Nesta segunda-feira (13/04), o papa respondeu às críticas e afirmou que não pretende entrar em confronto com o presidente norte-americano. “Não sou um político, não tenho a intenção de entrar em um debate com ele, a mensagem continua sendo a mesma: promover a paz”, disse a jornalistas.
No domingo (12/04), após a oração Regina Caeli, que substitui o Angelus no período pascal, Leão XIV declarou que há “uma obrigação moral de proteger a população civil dos efeitos atrores da guerra”. O pontífice também mencionou a guerra na Ucrânia e disse esperar que a comunidade internacional não ceda diante do conflito.
Antes de embarcar para sua primeira grande viagem internacional de 2026, com destino a quatro países africanos, o papa também comentou a crise no Sudão e pediu diálogo entre as partes. A visita ao continente tem duração prevista de dez dias e ocorre em meio a apelos do Vaticano para que líderes globais atendam às necessidades da região, que concentra cerca de um quinto dos católicos do mundo.
Leia a íntegra da declaração de Donald Trump:
"O papa Leão é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa. Ele fala sobre o “medo” do governo Trump, mas não menciona o MEDO que a Igreja Católica e todas as outras organizações cristãs tiveram durante a COVID, quando estavam prendendo padres, pastores e todo mundo por realizar cultos — mesmo ao ar livre e mantendo distância de três a seis metros entre as pessoas.
Eu gosto muito mais do irmão dele, Louis, do que dele, porque Louis é totalmente MAGA. Ele entende — e Leão não!
Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela, um país que estava enviando enormes quantidades de drogas para os EUA e, pior ainda, esvaziando suas prisões — incluindo assassinos, traficantes e criminosos — para dentro do nosso país.
E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos por eu estar fazendo exatamente aquilo para o qual fui eleito, COM UMA VITÓRIA ARRASADORA: reduzir o crime a níveis recordes e criar o maior mercado de ações da história.
Leão deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante. Ele não estava em nenhuma lista para ser papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano — e acharam que essa seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano.
Infelizmente, Leão é fraco no combate ao crime e fraco em relação a armas nucleares — e isso não me agrada. Também não me agrada o fato de ele se reunir com simpatizantes de Obama, como David Axelrod, um PERDEDOR da esquerda, que é um daqueles que queriam que fiéis e membros do clero fossem presos.
Leão deveria se recompor como papa, usar o bom senso, parar de agradar a esquerda radical e focar em ser um grande papa — não um político. Isso está prejudicando muito ele e, mais importante, está prejudicando a Igreja Católica."

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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