Maricá é pioneira em políticas de acolhimento e reinserção social a pessoas em situação de rua/Foto: Divulgação
População de rua cresce e preocupa comerciantes no Centro de Maricá
Em contrapartida, a Prefeitura vem intensificando as ações de acolhimento, realocação e reinserção social destes indivíduos ao longo de 2025.
Atualizado há 149 dias
Uma briga entre moradores em situação de rua causou tumulto na tarde de quarta-feira (29/10) no Centro de Maricá. A confusão ocorreu em frente à agência da Caixa Econômica Federal, próxima à rodoviária, e assustou pedestres que passavam pelo local.
Segundo relatos, a discussão teria começado por causa de cachaça e rapidamente evoluiu para agressões físicas. A Guarda Municipal foi acionada e deteve um dos envolvidos, que foi encaminhado à 82ª DP (Maricá). Após prestar depoimento, o homem foi liberado.
Comerciantes e moradores da região afirmam que casos semelhantes têm se tornado frequentes na área central, especialmente nas proximidades da rodoviária. O episódio ocorre em meio ao aumento do número de pessoas em situação de rua na cidade, fenômeno que vem se acentuando desde o início de 2025.
De acordo com a Secretaria de Assistência Social e Cidadania (SMASC), Maricá registrou mais de 200 pessoas vivendo sem moradia fixa somente até o meio do ano, reflexo do crescimento populacional e da chegada de indivíduos oriundos de outros municípios. Parte deles teria se deslocado para o município em busca de oportunidades de trabalho ou por causa dos programas sociais locais.
A Prefeitura intensificou as ações de acolhimento e reinserção social. Entre janeiro e outubro, 165 pessoas em situação de vulnerabilidade foram retiradas das ruas e encaminhadas a abrigos, famílias ou municípios de origem (siginicando uma redução de 70% no número de desabrigados desde o início do ano).
Segundo o secretário de Assistência Social, Reginaldo Leite, o avanço resulta do trabalho integrado das equipes: “O declínio significativo é fruto da dedicação dos profissionais responsáveis por promover a reinserção social dessas pessoas”, afirmou.
Entre os casos de reinserção bem-sucedida estão o de José Luciano da Silva, que viveu oito meses nas ruas e foi reintegrado à família em Itaboraí após 25 dias de acolhimento, e o de Vanderson dos Santos Alencar, que após sete meses sob acompanhamento social passou a residir em Itaipuaçu, em casa cedida pelo empregador.
Os atendimentos são realizados por meio do Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas), do CentroPop, e das Casas Abrigo de Araçatiba, Itaipuaçu e Mumbuca, que oferecem suporte social, psicológico e de reintegração familiar.
Contato do Seas (24h/WhatsApp): (21) 97237-8353

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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