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Imagem da notícia Foto: Adriano Marçal

Maricá recebe edição especial da Feira das Yabás no Dia da Consciência Negra

Edição especial no Centro adaptou a feira de Madureira ao cenário maricaense.

Atualizado há 127 dias

A empresa pública de cultura e turismo Maricá, Arte, Roteiro e Experiência (MARÉ) promoveu no Centro, nesta segunda-feira (20), uma edição especial da tradicional Feira das Yabás, em celebração ao Dia da Consciência Negra. A programação levou ao público samba, gastronomia e manifestações da cultura afro-brasileira, preservando a essência da feira criada em Madureira e adaptando-a ao cenário maricaense. O evento ocupou o trecho da Rua Alferes Gomes, entre as ruas Domício da Gama e Nossa Senhora do Amparo, com palco montado em frente ao Cine Henfil.

Durante a abertura, o prefeito Washington Quaquá afirmou que a iniciativa deve entrar definitivamente no calendário local. Segundo ele, “a cultura negra corre em Maricá”, e a incorporação de Yabás maricaenses marca o início de uma série de edições no município.

O ponto alto da programação foi a roda de samba comandada por Marquinhos de Oswaldo Cruz, idealizador da feira original. No palco, ele recebeu as Velhas Guardas da Portela e do Império Serrano, além das baterias da Portela e da União de Maricá, que dividiram o espaço em celebrações voltadas à memória do samba e à resistência negra.

Barracas com pratos tradicionais das Yabás garantiram o clima característico do evento. Feijoada, carré, frango com quiabo e rabada com agrião estiveram entre as opções mais procuradas. O presidente da MARÉ, Antonio Grassi, destacou que a edição piloto também busca valorizar a culinária local, como a moqueca com pirão de banana, e ampliar a participação de artistas e produtores de Maricá.

Entre os expositores, histórias se misturaram às receitas. Ana Regina de Oliveira, que participa da feira em Madureira, levou seu frango com quiabo e definiu a experiência como um vínculo direto com a ancestralidade. Já Gladstone Nascimento Cruz, o Tuninho, mantém viva a tradição da Feijoada da Portela, iniciada por sua tia e continuada por sua mãe. “Aqui a gente serve história, memória e amor”, afirmou.

A professora Márcia Souza, moradora de Itaipuaçu, ressaltou a importância de eventos que valorizem a população negra, “ainda tratada como minoria apesar de ser maioria”.

A programação seguiu até o início da noite, com homenagens e intervenções culturais que destacaram o legado afro-brasileiro e a importância da data para a cidade.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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