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Imagem da notícia Foto: Reprodução

Segue o 10º dia de buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão

A família questiona versões sobre o caso enquanto uma força-tarefa mantém operações intensas na região.

Atualizado há 74 dias

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de cinco anos, e Allan Michael, de quatro, chegam ao décimo dia nesta quarta-feira (14/01), ainda sem novas pistas sobre o paradeiro das crianças, desaparecidas desde 04/01 na zona rural de Bacabal, no Maranhão. A mãe, Clarice, fez um desabafo público ao falar da angústia vivida pela família e das incertezas que cercam o caso.

Segundo ela, ainda não há confirmação se os filhos entraram sozinhos na área de mata ou se foram levados por alguém. Clarice também negou a versão de que uma mulher teria oferecido mangas às crianças, história que surgiu após o resgate do primo Anderson Kauã, de oito anos, encontrado no dia 07/01. O próprio menino já afirmou que essa informação não procede, de acordo com a família.

Imagens da região/Foto: Divulgação
Imagens da região/Foto: Divulgação

A mãe relatou ainda que não reconheceu as roupas infantis localizadas recentemente na área de buscas e descartou que pertençam aos filhos. De acordo com ela, todas as peças encontradas são apresentadas à família, mas nenhuma foi identificada como sendo de Ágatha ou Allan.

Em meio às investigações, a casa da família passou por perícia e nada suspeito foi encontrado. O governador do Maranhão, Carlos Brandão, informou que exames realizados em Anderson Kauã não indicaram qualquer tipo de violência, e que o menino segue internado, acompanhado por equipe multiprofissional. A escuta especializada é conduzida pelo Instituto de Perícia da Criança e do Adolescente (IPCA), que também atua nas investigações do desaparecimento dos irmãos.

As roupas encontradas durante a busca não foram reconhecidas pela mãe/Foto: Divulgação
As roupas encontradas durante a busca não foram reconhecidas pela mãe/Foto: Divulgação

As buscas mobilizam mais de 600 pessoas, entre agentes de segurança e voluntários, e já cobriram uma área equivalente a cerca de 150 campos de futebol. A operação é coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e envolve policiais civis, militares, bombeiros, peritos, equipes do Centro Tático Aéreo, Exército Brasileiro e apoio da Prefeitura de Bacabal.

Os trabalhos se concentram principalmente entre o Quilombo São Sebastião dos Pretos, onde as crianças moravam, e o povoado Santa Rosa, local onde Anderson Kauã foi encontrado. A região apresenta vegetação densa, áreas alagadas, lagos, terrenos irregulares e riscos adicionais, como armadilhas de caça e presença de animais silvestres.

O comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Wallace Amorim, afirmou que as equipes só encerrarão as buscas quando as crianças forem localizadas. Segundo ele, policiais em férias e folga se voluntariaram para reforçar a operação, que ocorre de forma ininterrupta, com apoio de drones com sensor térmico, cães farejadores e aeronaves.

Imagens da região/Foto: Divulgação
Imagens da região/Foto: Divulgação

Enquanto isso, a família segue aguardando por respostas. A avó das crianças, Francisca Cardoso, relata que a angústia aumenta ao fim de cada dia sem novidades. Já Clarice diz acreditar que os filhos estejam vivos e pede que, caso alguém esteja com as crianças, que as entregue. A Polícia Civil continua investigando todas as linhas possíveis para esclarecer o desaparecimento.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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