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Imagem da notícia Ativistas em prol da demarcação das terras indígenas/Foto: Divulgação

COP30 marca avanço histórico com reconhecimento de terras indígenas no Brasil

Organizações destacam que a demarcação fortalece a proteção da floresta e dos povos originários.

Atualizado há 128 dias

A reta final da COP30 trouxe um dos anúncios mais significativos da cúpula climática: o reconhecimento, pelo governo federal, de 14 territórios indígenas. Só na Amazônia, mais de 2 milhões de hectares passam a contar com proteção oficial  (área equivalente ao estado de Sergipe) a partir desta terça-feira (18/11). Organizações e movimentos presentes no evento apontam que a conquista foi impulsionada pela mobilização social que antecedeu e acompanhou a conferência.

Antes mesmo da abertura da COP, milhares de pessoas ocuparam as ruas de Brasília ao lado de lideranças indígenas para pedir a assinatura presidencial que viabilizaria as demarcações. A ação simbólica, com a entrega de uma caneta gigante e um documento ao governo, recebeu mais de 1 milhão de assinaturas em uma petição apresentada diretamente ao gabinete do presidente Lula. Conteúdos produzidos por ativistas, influenciadores e artistas ampliaram o alcance do movimento, somando mais de 10 milhões de visualizações. A hashtag #DemarcaLula se tornou um dos principais marcos da campanha, destacada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

Durante a conferência, veículos de imprensa internacionais e nacionais registraram a força da sociedade civil, das mobilizações lideradas pelas comunidades indígenas e da presença de organizações como a Avaaz (organização global de mobilização online). Para a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), o apoio estrutural e estratégico recebido possibilitou ampliar a atuação nos territórios e reforçar a incidência política no contexto da COP.

O reconhecimento dos territórios representa mais do que a preservação ambiental. Para as comunidades indígenas, significa garantir a sobrevivência de suas casas, culturas e modos de vida. Em meio às negociações climáticas globais, o avanço é visto como um passo crucial para enfrentar as mudanças climáticas e fortalecer os defensores da floresta.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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