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Policial civil é preso e PM é procurado em operação contra milícia que atua na Baixada Fluminense
Ação do Gaeco mira grupo de Belford Roxo e Caxias; líder conhecido como “Cabeça de Ouro” também foi capturado
Atualizado há 110 dias
Um policial civil e um policial militar são alvos de uma operação contra uma milícia que atua em Belford Roxo e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Jaime Rubem Provençano, agente da Polícia Civil, foi preso na manhã desta terça-feira (9), enquanto o PM Gilmar Carneiro dos Santos, conhecido como “Professor Gilmar”, segue procurado. O líder do grupo paramilitar, Diego dos Santos Souza, o “Cabeça de Ouro”, também foi detido.
A Operação Golden Head, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio (Gaeco/MPRJ), cumpre 13 mandados de prisão preventiva nos dois municípios, além de endereços em Jacarepaguá, Barra da Tijuca e unidades prisionais. A ação conta com apoio das corregedorias das polícias Civil e Militar.
Segundo o MP, Jaime e o líder da milícia foram presos em casa, em Jacarepaguá e na Barra, respectivamente. Diego tentou fugir, mas foi capturado. As investigações apontam que Jaime e o PM Gilmar vazavam informações sobre operações policiais e auxiliavam diretamente as atividades do grupo.
A quadrilha extorquia comerciantes e mototaxistas e é investigada por crimes como tortura, execuções, coação e disputas territoriais. Os delitos ocorreram nos bairros Wona, Lote XV e Vale das Mangueiras, em Belford Roxo, e Pantanal, em Duque de Caxias.
As apurações também revelaram que Diego “Cabeça de Ouro” e Carlos Adriano Pereira Evaristo, o “Carlinhos da Padaria”, comandavam o esquema de dentro da prisão. A cobrança de taxas ilegais era coordenada por Angelo Adriano de Jesus Guarany, o “Magrinho”, responsável por fazer a ponte entre os líderes e os comparsas nas ruas.
Os promotores reuniram provas sobre controle financeiro, prestação de contas, troca de mensagens e planejamento de ataques, além de registros de traições internas e confrontos armados.
Em nota, a Corregedoria-Geral de Polícia Civil afirmou que cumpre mandados de prisão e busca e apreensão contra o agente investigado. As diligências continuam. A Polícia Militar ainda não se manifestou.

Yasmim Celestino
Repórter-fotográfica, atuando na produção de conteúdo com objetivo de compartilhar a melhor informação para manter você bem-informado! E-mail. gazetarj@gmail.com
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