Foto/Agência Brasil
Justiça Federal inicia julgamento da tragédia de Brumadinho: 17 réus e 76 sessões até 2027
Justiça Federal de Minas Gerais deu início, nesta segunda-feira (23 de fevereiro), às audiências de instrução e julgamento do rompimento da barragem na mina Córrego do Feijão
Atualizado há 34 dias
O julgamento focará na negligência técnica. A barragem B-I, construída em 1976 e operada pela Vale desde 2001, utilizava o método de alteamento a montante, considerado mais barato, porém muito menos seguro e hoje proibido no Brasil.
O desastre em números:
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Volume de rejeitos: 12 milhões de metros cúbicos de lama (o equivalente a 4.800 piscinas olímpicas).
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Área afetada: Mais de 250 mil metros quadrados soterrados.
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Impacto hídrico: Contaminação de centenas de quilômetros do Rio Paraopeba, atingindo 20 municípios.
Os procuradores e juízes analisarão se as empresas sabiam do risco iminente de liquidação (quando o rejeito sólido passa a se comportar como líquido) e se houve omissão de dados técnicos para garantir a continuidade das operações. A defesa dos réus sustenta que o rompimento foi um acidente imprevisível e que não houve dolo nas condutas dos executivos.

Marcus Pires
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