Eduardo Paes/Foto: Divulgação
Disputa pelo governo do Rio ganha novos nomes e tensão na segurança
Witzel volta ao tabuleiro, Bacellar aposta em megaoperações, e interior se torna alvo estratégico.
Atualizado há 116 dias
A corrida eleitoral ao governo do Rio de Janeiro começa a ganhar contornos mais definidos, com o primeiro turno marcado para 04/10/26 e um possível segundo turno previsto para 25/10/26. Pesquisa do Instituto Prefabre mostra o prefeito Eduardo Paes (PSD) na liderança com 35,6% das intenções de voto, enquanto novos nomes surgem e reorganizam o cenário eleitoral.
A novidade mais expressiva é a entrada de Washington Reis (MDB), ex-prefeito de Duque de Caxias, que aparece pela primeira vez em segundo lugar, com 6,5%. Em seguida, surge o ex-policial militar Rodrigo Pimentel, ex-integrante do BOPE, com 5,9%. O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), completa o bloco dos principais citados, com 5,6%.
Washington Reis, apesar do desempenho ainda modesto, é tratado como peça estratégica por seu peso político na Baixada Fluminense e já aparece como possível candidato a vice em diferentes composições. Bacellar, por sua vez, aposta na pauta da segurança (que deve dominar a campanha) e conta com o acordo para assumir o governo interinamente quando Cláudio Castro (PL) deixar o cargo para disputar o Senado. Ele, no entanto, segue à espera do desfecho do julgamento do caso Ceperj no Tribunal Superior Eleitoral.
Castro também influencia diretamente o debate eleitoral ao intensificar megaoperações policiais, como a do Complexo da Penha, que deixou mais de 120 mortos, incluindo cinco agentes. A estratégia de enfrentamento, reforçada por ações recentes de remoção de barricadas instaladas por traficantes, passa a pautar adversários e aliados.
Outra figura que tenta retornar ao tabuleiro é o ex-governador Wilson Witzel, que tem sinalizado publicamente interesse em concorrer ao Palácio Guanabara. O Prefabre também testou outros nomes, como Mônica Benício, Felipe Kuri e Ítalo Marsilli, todos abaixo de um dígito.
Eduardo Paes, enquanto mantém vantagem, mira prefeitos do interior para ampliar presença fora da capital e da Região Metropolitana. Entre os alvos estão Wladimir Garotinho (PP), de Campos, e Welbert Rezende (Cidadania), de Macaé. O movimento ocorre em meio ao desgaste da relação com o PT e à aproximação com lideranças de centro e centro direita, como o pastor Silas Malafaia e prefeitos da Baixada.
Para analistas, Paes deve buscar um vice que represente o interior e dialogue com o eleitorado de centro direita , um espaço cada vez mais disputado e influenciado pela agenda de segurança que domina o debate pré-eleitoral de 2026.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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