Foto: Bernardo Gomes
Visita à Farmacopeia Mari’ká aproxima população de plantas medicinais
Saberes tradicionais e ciência, unidos pela saúde natural em Maricá.
Atualizado há 162 dias
A Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), promoveu nesta sexta-feira (17/10) uma visita à Farmacopeia Mari’ká, a primeira farmácia viva do município, localizada na Fazenda Nossa Senhora do Amparo, no bairro do Caju.
Cerca de 30 pessoas participaram da atividade, que teve como objetivo apresentar o potencial terapêutico das plantas medicinais cultivadas na cidade e aproximar a população do trabalho realizado no local. Durante a visita, os participantes conheceram as plantações e os produtos naturais desenvolvidos pela farmacopeia.

Com 10 hectares de área cultivada, a fazenda abriga espécies como lavanda, arruda, alecrim, guaco e citronela. A produção inclui tinturas, extratos, mel e óleos essenciais usados na fabricação de velas aromáticas, loções, sabonetes e álcool em gel — todos distribuídos gratuitamente à população.
Segundo o engenheiro agrônomo Matheus Gonçalves, que conduziu a visita, a iniciativa reforça o potencial de Maricá na produção de fitoterápicos e na preservação da diversidade vegetal. “Mostramos a capacidade de manter uma produção que atenda à demanda dos remédios artesanais e à saúde da população”, afirmou.

Entre os visitantes, a bióloga Estella de Lima, moradora da Mumbuca e integrante da Apasemar, destacou a relevância científica e cultural da experiência. “É um aprendizado que enriquece nosso trabalho e a vida pessoal. Muitas das plantas que usamos tradicionalmente estão aqui, e conhecemos outras com grande potencial”, disse.
Moradoras de Itaipuaçu e participantes do projeto Baldinho do Bem, Eliomar Almeida e Janete Ferreira também valorizaram o contato com a produção. “Todo município deveria ter iniciativas como essa. É conhecimento e cultura, um resgate do que os nossos avós faziam”, afirmou Eliomar.

A Farmacopeia Mari’ká integra o Programa Municipal de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PMPICS) e tem como foco a pesquisa, o cultivo e a produção de fitoterápicos, valorizando saberes tradicionais e a biodiversidade local em práticas sustentáveis.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
Veja também
Mais
lidas- 1
Carro usado no sequestro de jovem em Itaipu é encontrado carbonizado em

- 2
Corpo de idoso desaparecido em Maricá é encontrado na Estrada da Restinga

- 3
Denúncia expõe trama política e familiar contra Paulo Melo

- 4
Homem é preso após agredir idosa para roubar cerveja em Nova Iguaçu

- 5
Homem é encontrado morto com marcas de tiros na restinga de Maricá

Comentários (0)