Luciano Moreira/Foto: Divulgação
Ciência brasileira ganha destaque mundial com mosquitos que não transmitem dengue
Pesquisa brasileira integra lista dos dez nomes da ciência em 2025.
Atualizado há 95 dias
O trabalho do pesquisador brasileiro Luciano Moreira no combate à dengue ganhou reconhecimento internacional. O cientista foi incluído na lista da revista Nature das dez pessoas que moldaram a ciência em 2025, ranking publicado anualmente pela principal revista científica do mundo.
Pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Moreira lidera uma técnica que utiliza a bactéria Wolbachia para reduzir a capacidade do mosquito Aedes aegypti de transmitir doenças como dengue, zika e chikungunya. A estratégia já mostrou redução média de 63% dos casos de dengue em áreas atendidas, chegando a até 89% em alguns municípios brasileiros.
Atualmente, Luciano Moreira atua em uma das maiores fábricas de mosquitos do mundo, localizada em Curitiba. O complexo produz cerca de 100 milhões de ovos por semana, distribuídos hoje em 16 cidades brasileiras. A previsão é que a iniciativa alcance mais 13 municípios em 2026, em parceria com o Ministério da Saúde.
A técnica consiste na introdução da bactéria Wolbachia nos ovos do Aedes aegypti. Presente naturalmente em outros insetos, a bactéria impede que os vírus se multipliquem dentro do mosquito, tornando-o praticamente incapaz de transmitir as doenças. Como a Wolbachia é passada de geração em geração, a própria população de mosquitos mantém a proteção, reduzindo a necessidade de novas liberações constantes.
O reconhecimento da Nature coloca o trabalho do brasileiro ao lado de avanços científicos de impacto global, dentre eles terapias genéticas inéditas, descobertas na biologia molecular, exploração das profundezas oceânicas e o desenvolvimento de novas tecnologias em inteligência artificial.
Em depoimento à revista, Luciano Moreira afirmou que a conquista simboliza a capacidade da ciência brasileira de produzir soluções inovadoras, mesmo com recursos limitados. Para ele, a criatividade dos pesquisadores do país tem sido decisiva para enfrentar desafios históricos, como o controle das arboviroses, que seguem entre os principais problemas de saúde pública no Brasil.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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