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Centro Estadual para Espectro Autista ultrapassa 11 mil consultas e amplia acesso ao diagnóstico no RJ
Acolhimento inclui orientação e suporte às famílias durante o processo.
Atualizado há 78 dias
O Centro Estadual de Diagnóstico para o Transtorno do Espectro Autista (CedTEA) ultrapassou a marca de 11 mil consultas realizadas desde a inauguração, em 05/04/24. Do total de atendimentos, 1.275 laudos já foram emitidos, garantindo o diagnóstico adequado para crianças e jovens com idades entre 1,5 ano e 17 anos (até 1 dia antes do 18º aniversário).
Somente em 2025, até o mês de novembro, a unidade contabilizou 7.608 consultas. O CedTEA é considerado uma iniciativa pioneira do Governo do Estado do Rio de Janeiro no atendimento especializado a pessoas com TEA e funciona com uma equipe multidisciplinar composta por neurologista, neuropediatra, psiquiatra, psicólogo, neuropsicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, assistente social e nutricionista.
“O sucesso dos atendimentos reflete o cuidado e a qualidade dos profissionais envolvidos no acolhimento a cada paciente. Sabemos da especificidade de cada caso, e o objetivo é garantir que essas crianças recebam toda a atenção necessária”, afirmou a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.
A estrutura do CedTEA inclui seis consultórios, dois ginásios para terapias, sala de acolhimento e espaço destinado a reuniões e capacitações. Durante o processo diagnóstico, cada paciente retorna de cinco a seis vezes à unidade e passa por, no mínimo, 12 atendimentos e avaliações de diferentes especialidades até a emissão do laudo. Ao final, as famílias recebem orientações para o acompanhamento adequado.
Moradora de Valença, no Sul Fluminense, a dona de casa Verônica Belém relatou as dificuldades para obter o diagnóstico da filha, Stefanie Belém Martins, de 7 anos, em sua cidade de origem: “Tive dificuldades em conseguir o diagnóstico lá. Fui encaminhada ao CedTEA e já estamos há um mês em acompanhamento. O laudo deve sair no início de janeiro”, contou. Segundo ela, o diagnóstico é fundamental para garantir o suporte adequado na escola e em casa.
Após a conclusão do processo, os familiares participam de rodas de conversa mediadas por assistente social e psicóloga. Os encontros permitem a troca de experiências, a escuta coletiva e o suporte emocional aos responsáveis.
“Reconhecer sinais de alerta, confirmar hipóteses e compreender o quadro clínico possibilita direcionar intervenções e reduzir atrasos no cuidado. O acolhimento aos pais também é uma etapa essencial, pois assegura informação qualificada, orientação clara e apoio emocional”, explicou a superintendente de Cuidado da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, Michelle Gitahy.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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