Foto: Lauren Bishop
Brasil registra quatro casos de Febre do Nilo Ocidental com uma morte
São Paulo confirmou dois casos inéditos; em Santa Catarina, uma paciente morreu após apresentar complicações neurológicas.
Atualizado há 31 dias
O Brasil tem quatro casos confirmados de Febre do Nilo Ocidental, com uma morte, registrados em São Paulo e Santa Catarina no mês de agosto. A infecção viral é transmitida principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecido como pernilongo comum, e pode atingir o sistema nervoso em quadros graves.
Em São Paulo, os dois primeiros casos humanos da doença no estado foram identificados em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. A primeira paciente é uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, que teve histórico recente de viagem à região amazônica e já está curada. O segundo caso é de uma jovem de 18 anos, residente em São José do Rio Preto, que permanece internada. As possíveis áreas de infecção ainda são investigadas.
Em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, morreu em 08/08 após complicações da doença. O outro caso é de um homem de 56 anos, de Caçador, que precisou de internação, mas recebeu alta. Segundo o governo catarinense, os dois pacientes apresentaram manifestações neurológicas.
A transmissão ocorre quando mosquitos picam aves silvestres infectadas e posteriormente contaminam outros animais ou seres humanos. As aves são os principais hospedeiros naturais do vírus, enquanto humanos e equinos são considerados hospedeiros acidentais e não costumam participar da continuidade do ciclo de transmissão.
A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 20% desenvolvem sinais como febre de início súbito, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos, falta de apetite, dor nos olhos e manchas na pele. Em menos de 1% dos casos, a infecção pode evoluir para doenças neurológicas, como meningite ou encefalite.
Não há vacina nem medicamento antiviral específico contra a Febre do Nilo Ocidental. O tratamento é direcionado ao controle dos sintomas e, nos casos graves, ao suporte médico. As autoridades de São Paulo e Santa Catarina mantêm investigações para identificar os locais prováveis de infecção e acompanhar a circulação do vírus.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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