EUA mantém cerco naval à Venezuela/Foto: Reprodução
Cerco dos EUA à Venezuela provoca reação de Rússia e China na ONU
Apreensão de navios, sanções e anúncio de nova frota militar ampliam a crise entre Estados Unidos e Venezuela, com críticas de Rússia, China e alerta da ONU.
Atualizado há 94 dias
Em meio à crise com o governo venezuelano de Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou planos para construir uma nova geração de navios de guerra, enquanto a Guarda Costeira norte-americana mantém operações navais no Caribe contra embarcações ligadas à Venezuela.
Nos últimos dias, ao menos três navios petroleiros foram interceptados ou alvo de tentativas de apreensão. Entre eles está o Bella 1, sancionado por transportar petróleo iraniano e integrante de uma chamada “frota fantasma”, que opera com sistemas de rastreamento desligados. Em outra ação recente, militares abordaram o navio Centuries, que levava quase dois milhões de barris de petróleo com destino à China, embora não estivesse sob sanções. Caso semelhante ocorreu com o Skipper, que transportava mais de um milhão de barris.
Washington afirma que as operações têm como objetivo combater o narcotráfico, acusação rejeitada pelo governo venezuelano. Caracas sustenta que o cerco naval busca desgastar a economia do país, pressionar por uma mudança de governo e garantir acesso às maiores reservas de petróleo do mundo.
Apesar das sanções, os Estados Unidos continuam importando petróleo venezuelano em menor volume. No fim de semana, a vice-presidente Delcy Rodríguez divulgou imagens de um petroleiro fretado pela Chevron deixando a Venezuela com 500 mil barris destinados aos EUA.
A escalada levou a uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. Rússia e China adotaram tom duro contra Washington, acusando os Estados Unidos de violar o direito internacional e impor um bloqueio naval ilegal. O embaixador russo, Vasily Nebenzya, classificou a ação como “ato de agressão”, enquanto o representante chinês Geng Shuang criticou o unilateralismo e defendeu a soberania venezuelana.
Durante a sessão, o subsecretário-geral da ONU Khaled Khiari alertou para o aumento das operações militares dos EUA na costa venezuelana, o maior destacamento norte-americano no Caribe em décadas. A Alemanha também pediu moderação e respeito às normas internacionais.
Paralelamente, Trump afirmou que os Estados Unidos manterão sob controle cerca de 1,9 milhão de barris de petróleo apreendidos e anunciou a construção dos primeiros navios de uma nova frota militar, que, segundo ele, será significativamente mais poderosa que a atual, ampliando o sinal de endurecimento na política externa norte-americana em relação à Venezuela.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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