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Imagem da notícia Foto: Fernando Frazão

Calor extremo leva mais de mil pessoas a unidades de saúde no Rio

Capital permanece em nível 3 de calor; sintomas incluem tontura, desmaios e queimaduras solares.

Atualizado há 92 dias

O número de atendimentos médicos possivelmente relacionados ao calor no estado do Rio de Janeiro ultrapassou a casa dos três dígitos em apenas três dias durante a época natalina, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde. O levantamento considera registros feitos até sexta-feira (26/12), período marcado por uma onda de calor intenso que mantém a capital em nível 3 de temperatura, em uma escala que vai até 5.

De acordo com a prefeitura, os principais sintomas observados nas unidades de saúde foram tontura, fraqueza, desmaios e queimaduras solares. A Secretaria Municipal de Saúde informou que o volume de atendimentos é compatível com o nível atual de calor enfrentado pela cidade. O alerta segue válido, já que não há previsão de alívio das temperaturas nos próximos dias.

Trabalhadores que atuam ao ar livre relatam dificuldades para lidar com o calor extremo. O vendedor ambulante Juvenal Alves Barbosa afirmou que a situação tem sido complicada, especialmente por estar em recuperação de diabetes. Já a gari Luciana Elias disse que a principal medida tem sido manter a hidratação. O entregador Ivan Ferreira destacou o impacto do calor no asfalto e a necessidade constante de pausas para beber água.

No Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, Zona Oeste, pacientes relataram falta de ar-condicionado em enfermarias. Uma paciente afirmou que está internada há dias enfrentando calor intenso. Outro relato aponta dificuldades para levar ventiladores ao local. Funcionários informaram que a UTI também estaria sem refrigeração desde a última sexta-feira (19). Imagens feitas no hospital indicaram temperatura acima de 27 °C.

Além das altas temperaturas, moradores de diferentes regiões da Região Metropolitana enfrentam problemas no abastecimento de água. Em São João de Meriti, relatos apontam ausência total de fornecimento. Na Ilha do Governador, moradores afirmam que o serviço é irregular há cerca de um ano.

A falta de água e de locais para se refrescar agrava a situação da população em situação de rua. Pessoas relataram dificuldades para tomar banho e até para conseguir água potável, dependendo de caminhões-pipa ou do banho de mar.

A Secretaria Municipal de Assistência Social informou que todas as unidades de acolhimento estão em funcionamento para atender a população em situação de rua durante o período de calor intenso. Já a Secretaria Estadual de Saúde informou que 20 cidades do estado estão em alerta de calor severo ou extremo, incluindo a capital, com possibilidade de prorrogação do aviso.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta a população a manter a hidratação, evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, usar roupas leves, não consumir bebidas alcoólicas e procurar atendimento médico em casos de tontura, mal-estar ou desmaios.

Em nota, a direção do Hospital Municipal Rocha Faria informou que o ar-condicionado de uma sala específica apresentou redução temporária na capacidade de refrigeração, mas que o problema já foi solucionado.

Sobre o abastecimento, a concessionária Águas do Rio informou que atua para regularizar o fornecimento na Rua Padre João, em São João de Meriti, e que está prevista a implantação de um sistema de bombeamento até o primeiro semestre do próximo ano. A empresa também afirmou que vai enviar uma equipe para verificar a falta de água na Ilha do Governador.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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