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Imagem da notícia Foto: Divulgação

Maricá viabiliza reinserção familiar e adoção de 11 crianças e adolescentes acolhidos

Dos 21 menores acolhidos no município, 11 já retornaram ao convívio familiar ou foram adotados.

Atualizado há 72 dias

A Secretaria de Assistência Social e Cidadania de Maricá auxiliou a reinserção familiar e a adoção de 11 crianças e adolescentes que estavam acolhidos nas Casas de Acolhimento do município. O número representa mais da metade do total de 21 acolhidos no início do ano e indica o avanço das políticas públicas voltadas à proteção da infância e da adolescência.

Entre os casos está a adoção de um casal de gêmeos que chegou ao abrigo municipal com apenas cinco dias de vida, após abandono ainda na maternidade. Desde então, os bebês receberam cuidados integrais da equipe técnica do espaço, composta por psicólogos, assistentes sociais, educadores, cuidadores e profissionais da área de enfermagem.

Segundo a assistente social do abrigo, Paloma de Souza, o período de acolhimento é marcado pela construção de vínculos e atenção diária: “Aqui somos uma família, uma casa para acolher e oferecer cuidado, carinho e proteção. Com esses pequenos que chegaram logo nos primeiros dias de vida, a equipe cuidou, trocou fralda, deu mamadeira e fez tudo para que eles estivessem sempre bem. Eles saíram para uma família que dará continuidade a esse amor oferecido aqui”.

Atualmente, Maricá conta com duas Casas de Acolhimento Infantojuvenil: o Abrigo Monteiro Lobato, destinado a crianças de zero a 12 anos incompletos, e o Abrigo Zuleika Cardoso, que atende adolescentes de 12 a 18 anos incompletos.

De acordo com a gerente das Casas de Acolhimento, Ana Elza da Silva Júnior, o trabalho articulado entre as equipes da Assistência Social e o Judiciário tem sido decisivo para os resultados alcançados: “No início do ano, tínhamos 21 crianças e adolescentes acolhidos e conseguimos mudar esse cenário. Hoje são sete adolescentes na Casa Zuleika Cardoso e três no Monteiro Lobato. As outras 11 foram adotadas ou reinseridas em suas famílias”.

Ela também destacou que o acolhimento deve ter caráter temporário: “Nosso melhor resultado não é ter a casa cheia, mas garantir que ela funcione como um espaço de passagem, para que essas crianças e adolescentes sigam seus caminhos de forma segura. O município tem apoiado o Judiciário, recebido famílias adotantes aptas e acompanhado todo o processo após a adoção”.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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