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Imagem da notícia Foto: José Felipe Batista/Comunicação Butantan

Instituto brasileiro lança primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo

Imunizante é resultado de parceria entre Butantan, Ministério da Saúde e laboratório chinês.

Atualizado há 122 dias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou nesta quarta-feira (26/11) a Butantan-DV, primeira vacina do mundo contra a dengue em dose única. Produzido pelo Instituto Butantan em parceria com o Ministério da Saúde e o laboratório chinês WuXi Vaccines, o imunizante será distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2026.

Segundo o Ministério da Saúde, já há 1 milhão de doses prontas para distribuição, e a previsão é alcançar 30 milhões até meados de 2026. O ministro Alexandre Padilha classificou o registro como “dia de vitória da ciência e do SUS”, destacando que o imunizante é totalmente nacional.

A indicação aprovada pela Anvisa abrange pessoas de 12 a 59 anos. A faixa etária poderá ser ampliada após novos estudos. O governo apresentará a estratégia de incorporação da vacina ao Programa Nacional de Imunização (PNI) à Comissão Tripartite nesta quinta-feira (27/11).

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, enfatizou o impacto logístico da dose única. Para a gestão estadual, a simplicidade do esquema vacinal deve elevar a cobertura e facilitar operações de campo. Segundo a secretária-executiva de Saúde de São Paulo, Priscilla Perdicaris, a opção por dose única “muda a história do jogo”, sobretudo após um ano com 866 mil casos e mais de mil mortes por dengue no país.

A Butantan-DV utiliza tecnologia de vírus vivo atenuado, já empregada em outras vacinas amplamente utilizadas, como febre amarela e tríplice viral. Segundo avaliação técnica da Anvisa, o imunizante apresentou eficácia global de 74,7% contra dengue sintomática e 89% contra formas graves e com sinais de alarme.

A análise do registro foi priorizada pela agência, que organizou painéis técnicos e acelerou etapas regulatórias. O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, afirmou que o processo é motivo de “orgulho nacional”, lembrando o apoio do BNDES e do Ministério da Saúde com R$ 130 milhões para pesquisas de fases 2 e 3.

Com a assinatura do termo de registro, o próximo passo é a avaliação do Comitê de Especialistas do PNI, convocado para segunda-feira (1º), que definirá a melhor estratégia de incorporação ao calendário vacinal. A eficácia e a segurança da vacina seguirão monitoradas nos próximos anos.

Até outubro, o Brasil registrou 1,6 milhão de casos prováveis de dengue, com concentração em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul. A expectativa do governo é que a vacinação ajude a reduzir significativamente casos e mortes já a partir de 2026.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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