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Imagem da notícia Caminhão é visto tombado após a passagem do Tufão Ragasa em Yangjiang, província de Guangdong, no sul da ChinaAFP

Supertufão Ragasa causa mortes, inundações e estragos no sul da China e em Hong Kong

Fenômeno atingiu Hong Kong, Guangdong e Macau; Taiwan e Filipinas também registraram vítimas

Atualizado há 186 dias

O supertufão Ragasa tocou o solo nesta quarta-feira (24) no sul da China continental, após provocar fortes ventos e chuvas torrenciais em Hong Kong e causar pelo menos 15 mortes em Taiwan. O fenômeno atingiu a cidade de Yangjiang, na província de Guangdong, depois de se afastar lentamente da região semiautônoma de Hong Kong.

Segundo a imprensa estatal chinesa, o tufão provocou maré ciclônica, queda de dezenas de árvores e inundações em vários bairros de Hong Kong. Em Macau, as chuvas também causaram inundações generalizadas e interrupção no fornecimento de energia elétrica.

Em Taiwan, pelo menos 15 pessoas morreram e 18 ficaram feridas após o rompimento de uma barreira de proteção de um lago no condado de Hualien, leste do país. Inicialmente, os bombeiros haviam informado 152 desaparecidos, mas reduziram o número para 17 após contatar mais de 100 pessoas.

O Ragasa já havia provocado pelo menos oito mortes nas Filipinas no início da semana, segundo autoridades locais.

Impactos em Hong Kong

O tufão atingiu Hong Kong na madrugada desta quarta-feira, causando chuvas torrenciais e inundações. Sessenta e duas pessoas precisaram de atendimento hospitalar devido a lesões relacionadas ao fenômeno. Uma criança de cinco anos e sua mãe caíram ao mar no distrito de Chai Wan e foram hospitalizadas em estado crítico; o pai também precisou de atendimento após tentar salvá-las.

Em diversos bairros, como Heng Fa Chuen, a água invadiu ruas e estabelecimentos, enquanto os ventos danificaram passarelas e fizeram arranha-céus balançarem. Mais de 810 pessoas buscaram refúgio em 50 abrigos temporários, e o aeroporto local restringiu a operação, permitindo apenas voos de carga limitados.

Medidas de prevenção e alerta climático

Diante da chegada do supertufão, autoridades na China continental fecharam escolas e estabelecimentos comerciais em pelo menos 10 cidades, afetando dezenas de milhões de pessoas. Cientistas alertam que tempestades se tornam mais intensas com o aquecimento global, consequência das mudanças climáticas provocadas pelo ser humano.

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Yasmim Celestino

Jornalista do Jornal Gazeta

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