Foto: Divulgação INEA
Aldeia Guarani recebe INEA para tratar de proteção ambiental em Maricá
Equipe técnica ouviu lideranças indígenas e recebeu reivindicações ligadas à demarcação territorial, combate a incêndios e preservação dos ecossistemas.
Atualizado há 71 dias
A Aldeia Guarani Mbyá de Mata Verde recebeu a visita técnica de uma equipe do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), órgão vinculado à Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS), no último dia 12/01, no bairro de São José do Imbassaí. A agenda contou com a presença do diretor da Dirbape, Cleber Ferreira, gestores da Área de Proteção Ambiental (APA) Estadual de Maricá, guarda-parques, integrantes do Movimento Baía Viva, da Brigada Florestal Comunitária Tembiguai e lideranças indígenas.
A visita ocorreu em clima de consternação, em razão do falecimento da pajé Lídia Nunes Para Poty, aos 99 anos, ocorrido em 10/01. Para o povo Guarani, a líder espiritual fez sua passagem para os braços de Nhanderú, sendo lembrada durante o encontro como referência de resistência e espiritualidade.
Durante a reunião, a Comissão de Lideranças da Aldeia Mata Verde Bonita apresentou um relato sobre a trajetória da retomada do território de ocupação tradicional, iniciada em 19/04/13. Passados quase 13 anos, a área ainda não foi demarcada e homologada pelo poder público.
As lideranças indígenas, juntamente com ambientalistas e brigadistas, apresentaram ao INEA um conjunto de reivindicações. Entre os pedidos estão a criação de um grupo de trabalho para a demarcação da aldeia, com participação de órgãos federais, estaduais e da Prefeitura de Maricá, além da doação de equipamentos de proteção individual, ferramentas e equipamentos para a Brigada Tembiguai atuar com segurança na prevenção e combate a incêndios florestais na restinga da APA Maricá.
Também foi solicitada a contratação dos 31 brigadistas formados em abril de 2025 pelo programa PrevFogo, do Ibama, a autorização ambiental para abertura de poços artesianos na aldeia e ações voltadas ao fortalecimento da agricultura indígena e da piscicultura. A pauta inclui ainda mutirões para retirada de lixo da restinga, instalação de sinalização ecológica, ações de educação socioambiental em escolas e comunidades locais e a autorização para implantação de um Viveiro da Mata Atlântica, destinado à produção de mudas nativas e agroflorestais para restauração ecológica de cerca de 50 hectares no município.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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