Foto: Divulgação
Mulher agredida pelo ex-companheiro desabafa nas redes e caso é investigado pela Polícia Civil
Vítima, que sofreu hematomas no rosto e pode precisar de cirurgia, cobra justiça três dias após a agressão
Atualizado há 108 dias
A Polícia Civil investiga um caso de agressão contra uma mulher, ocorrido na segunda-feira (8) e registrado na 35ª DP (Campo Grande), na Zona Oeste do Rio. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, que já possui anotações anteriores por violência doméstica.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram a mulher com hematomas no rosto, especialmente na boca e nos olhos. Nesta quarta-feira (10), ela fez um desabafo público sobre a falta de respostas das autoridades.
“Já estamos no terceiro dia do ocorrido, a minha cara continua quebrada, o meu caso daqui a pouco será mais um esquecido. Cadê a justiça? Eu preciso de uma resposta. Eu mereço que paguem pelo crime que fizeram. Provavelmente terei que fazer uma cirurgia na face por culpa de um descontrole de alguém e eu não terei justiça?”, escreveu.
A 35ª DP informou que a vítima passou por exame de corpo de delito e que foram solicitadas medidas protetivas de urgência.
Violência contra a mulher em números
Segundo levantamento do Instituto de Segurança Pública (ISP), mais de 154 mil mulheres sofreram violência no estado do Rio em 2024 — média de 18 vítimas por hora. A violência psicológica foi o tipo mais comum, representando 36,5% dos casos.
Quase metade das vítimas sofreu agressões de companheiros ou ex-companheiros, e 50,6% das ocorrências aconteceram dentro de casa. Outro dado preocupante é o aumento de 5.000% em casos de perseguição e assédio na internet nos últimos dez anos.
Ciclo da violência
A psicóloga Daiane Bocard, em entrevista ao DIA, explicou que muitas mulheres não denunciam por medo, vergonha ou dependência emocional e financeira. O ciclo da violência costuma seguir três fases:
-
Aumento da tensão – críticas, controle, ciúmes e hostilidade.
-
Agressão – física, psicológica, sexual ou econômica.
-
“Lua de mel” – pedidos de desculpa e promessas de mudança.
Mudanças de comportamento, isolamento e lesões visíveis são sinais de alerta para familiares e vizinhos.
Onde buscar ajuda
Em situações de emergência, ligue 190. Outros canais:
• Empoderadas (Governo do RJ): WhatsApp 21 97316-7488 / Instagram @empoderadas.rj
• CAOPJVD: (21) 2550-7298 / caopjvdf@mprj.mp.br
• Ouvidoria da Mulher – MPRJ: Disque 127
• CEAM Chiquinha Gonzaga (Centro): 21 2517-2726 / 21 98555-2151
• CEAM Tia Gaúcha (Santa Cruz): 21 97092-8071
• NEAP Chiquinha Gonzaga: neapchiquinhagonzaga@gmail.com
• NEAP Tia Gaúcha: neaptiagaúcha@gmail.com
• Plataforma Mulher Rio: www.mulher.rio

Yasmim Celestino
Repórter-fotográfica, atuando na produção de conteúdo com objetivo de compartilhar a melhor informação para manter você bem-informado! E-mail. gazetarj@gmail.com
Veja também
Mais
lidas- 1
Carro usado no sequestro de jovem em Itaipu é encontrado carbonizado em

- 2
Corpo de idoso desaparecido em Maricá é encontrado na Estrada da Restinga

- 3
Denúncia expõe trama política e familiar contra Paulo Melo

- 4
Homem é preso após agredir idosa para roubar cerveja em Nova Iguaçu

- 5
Homem é encontrado morto com marcas de tiros na restinga de Maricá

Comentários (0)