Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Rio registra mais de 71 mil novos casos de violência doméstica em 2025
TJRJ reforça atendimento às vítimas durante o recesso judiciário e alerta para aumento de casos no fim do ano
Atualizado há 88 dias
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) registrou 71.762 novos casos de violência doméstica entre janeiro e novembro de 2025 em todo o estado. Dados de anos anteriores indicam que esse tipo de ocorrência tende a aumentar durante as festas de fim de ano.
Diante desse cenário, o Judiciário reforçou as estruturas de acolhimento e atendimento às vítimas para garantir o funcionamento dos serviços essenciais durante o recesso judiciário, que teve início em 20 de dezembro e segue até o dia 6 de janeiro.
Segundo o Observatório de Violência contra a Mulher da Justiça do Rio, a medida protetiva deve ser solicitada sempre que a vítima sofrer agressão física, ameaça ou for obrigada a manter relação sexual contra a própria vontade. A recomendação também vale para situações em que o agressor toma dinheiro, cartão bancário ou celular da vítima, ou pratica outras formas de violência.
Atendimento mantido durante o recesso
Para a coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem), desembargadora Adriana Ramos de Mello, a atuação do TJRJ durante o período de festas reforça o compromisso contínuo no enfrentamento à violência contra a mulher.
“Toda mulher tem direito a atendimento imediato e humanizado. A violência doméstica não é um problema privado, mas uma questão de direitos humanos e de responsabilidade social. Durante o recesso, o TJRJ atua em regime de plantão e mantém os serviços de acolhimento para garantir resposta rápida às situações urgentes”, afirmou.
Serviços disponíveis
Entre os serviços oferecidos pelo Tribunal de Justiça do Rio estão:
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Aplicativo Maria da Penha Virtual, que permite a solicitação de medidas protetivas de urgência de forma on-line, sem a necessidade de ir até uma delegacia;
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Central Judiciária de Abrigamento Provisório (Cejuvida), responsável pelo acolhimento das vítimas e, quando necessário, pelo encaminhamento a abrigos sigilosos;
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Projeto Violeta, voltado à proteção de mulheres que estão com a integridade física ou a vida em risco.
Canais de denúncia
Em situações de urgência, a vítima deve acionar a Polícia Militar pelo número 190. Também é possível buscar apoio pela Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, que funciona 24 horas por dia.
O registro de ocorrência pode ser feito nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), pelo telefone 197, ou de forma on-line, por meio dos canais da Polícia Civil.

Yasmim Celestino
Repórter-fotográfica, atuando na produção de conteúdo com objetivo de compartilhar a melhor informação para manter você bem-informado! E-mail. gazetarj@gmail.com
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