Um homem desapareceu depois de negociar a venda de seu carro no Méier, na Zona Norte do Rio. Flávio Lopes de Amorim, de 55 anos, foi visto pela última vez na quarta-feira (17), em Vila Isabel, bairro onde mora, antes de se encontrar com uma pessoa interessada no veículo.
Segundo a família, Flávio saiu de casa para vender o carro e não voltou mais. A ausência chamou atenção após a proprietária de um imóvel onde ele prestava serviços como pedreiro estranhar a demora para o retorno e procurar a polícia.
Em entrevista ao jornal O DIA, Cândida Lopes, irmã da vítima, contou que a família só foi informada oficialmente do desaparecimento no sábado (20), quando a delegacia entrou em contato. “Achei que fosse golpe, mas meu outro irmão foi até lá e confirmaram”, relatou.
De acordo com Cândida, Flávio estava em processo de separação e havia mencionado que negociava a venda de um Citroën C3 Hatch cinza com uma mulher desconhecida. O encontro para concluir a negociação seria no Méier.
A família desconfia que o caso possa envolver um golpe. “A negociação nos pareceu estranha. Ele sabia que é perigoso negociar com quem você não conhece. A ex-mulher chegou a alertá-lo sobre isso no mesmo dia”, afirmou a irmã.
No registro de ocorrência, a proprietária do apartamento onde Flávio mora relatou que ele descreveu a suposta compradora como “muito bonita” e teria comentado que, além da venda do carro, pretendia arriscar uma paquera.
Ainda segundo o depoimento, Flávio não tinha o hábito de passar muitos dias fora de casa, o que aumentou a preocupação com o sumiço. Ele não informou o local exato do encontro, apenas que seria no Méier. No dia do desaparecimento, vestia calça jeans e camiseta.
Abalada, Cândida falou sobre a angústia da família, especialmente das duas filhas adolescentes de Flávio. “A falta de resposta é muito dolorosa. A gente não sabe se ele pode estar vivo em algum hospital ou se aconteceu algo pior”, desabafou.
A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 20ª DP (Vila Isabel) e encaminhado à Delegacia de Descobertas de Paradeiros (DDPA), que ficará responsável pelas investigações.

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