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Imagem da notícia Foto: Reprodução

Moraes pede explicações à defesa de Bolsonaro sobre vídeo citado por Eduardo

Ministro do STF deu 24 horas para esclarecimentos sobre possível descumprimento de medidas da prisão domiciliar.

Atualizado há 1 horas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (30/03) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preste esclarecimentos, no prazo de 24 horas, sobre uma declaração do filho dele, Eduardo Bolsonaro, indicando que estaria mostrando ao pai um vídeo gravado nos Estados Unidos.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde sexta-feira (27/03), após ficar duas semanas internado em um hospital particular em Brasília para tratar um quadro de broncopneumonia. A medida foi concedida com a imposição de restrições, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de utilizar celular, redes sociais ou qualquer meio de comunicação externa, inclusive por intermédio de terceiros.

Ao solicitar explicações, Moraes citou um vídeo em que Eduardo Bolsonaro, durante participação em um evento conservador no Texas, afirma que gravava imagens para mostrar ao pai. Para o ministro, caso tenha havido envio de conteúdo, pode ter ocorrido descumprimento das medidas cautelares.

Na decisão, Moraes destacou que Bolsonaro também está proibido de gravar vídeos ou áudios, direta ou indiretamente, e advertiu que o descumprimento das regras pode levar à revogação da prisão domiciliar e ao retorno ao regime fechado.

A fala de Eduardo gerou repercussão nas redes sociais. O ex-deputado, que vive nos Estados Unidos desde o ano passado após ter o mandato cassado por faltas, afirmou que há “grande controvérsia” e negou irregularidade. Segundo ele, apenas disse que o pai veria as imagens, sem indicar quando isso ocorreria.

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, processo que motivou sua atual detenção.

Eduardo Bolsonaro também é alvo de uma ação penal no STF. Ele é acusado de coação no curso do processo por, segundo a Procuradoria-Geral da República, tentar influenciar autoridades brasileiras a partir do exterior, com a projeção de possíveis sanções e pressões internacionais relacionadas ao julgamento do caso. A pena prevista é de um a quatro anos de prisão, além de multa, em caso de condenação.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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