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Imagem da notícia Foto: Divulgação

Tragédia: morte de bebê em UPA de Maricá é alvo de investigação policial

Óbito ocorreu após atendimento na UPA Santa Rita; Polícia Civil apura suspeitas de falhas no socorro.

Atualizado há 82 dias

Uma bebê de apenas três meses faleceu após atendimento na UPA Municipal Santa Rita, no dia 26/12/25, em Maricá. O caso levantou questionamentos da família sobre a condução médica durante a tentativa de reanimação e passou a ser investigado pela Polícia Civil, após suspeitas de falhas no atendimento de emergência.

Segundo familiares, a criança passou mal enquanto era alimentada em casa. Ao notar alterações no comportamento da filha, o pai a levou imediatamente à unidade de saúde mais próxima. A bebê foi atendida pela equipe médica e, conforme relato da família, apresentou resposta inicial, com aparente estabilização do quadro. Pouco depois, no entanto, a situação teria se agravado novamente durante o atendimento.

A família afirma que, naquele momento, a sala de emergência não dispunha de equipamentos considerados essenciais, como sistema de aspiração adequado, bolsa de ventilação manual e tubos apropriados para intubação infantil. Diante de um quadro de broncoaspiração, a equipe teria recorrido a métodos improvisados enquanto buscava materiais fora do ambiente de atendimento.

Outro ponto questionado diz respeito às manobras de reanimação. O pai afirma ter presenciado procedimentos que, segundo ele, não estariam de acordo com protocolos indicados para lactentes, além de relatar dificuldades técnicas durante a intubação. Ainda conforme os familiares, houve recusa em transferir a bebê para o Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, unidade de maior complexidade, apesar da gravidade do quadro.

Após o óbito, a análise dos documentos médicos trouxe novos questionamentos. A família aponta divergências na identificação dos profissionais responsáveis pelos procedimentos e possível erro na dosagem de medicamentos utilizados durante a reanimação. O laudo necroscópico do Instituto Médico-Legal (IML) confirmou que a bebê tinha cardiopatia congênita, condição que exige cuidados específicos na condução clínica. O exame também indicou alterações no coração e nos pulmões, além da presença de leite nas vias respiratórias.

Diante das suspeitas, o caso foi registrado na Delegacia de Maricá (82ª DP), que instaurou investigação para apurar se houve falha, omissão ou irregularidade no atendimento. O episódio também deve ser analisado por órgãos de fiscalização profissional.

Em nota, a Prefeitura de Maricá informou que a criança deu entrada na unidade em parada cardiorrespiratória e que todas as medidas adotadas seguiram os protocolos clínicos vigentes. A administração municipal declarou ainda que a UPA conta com equipes completas e equipamentos em funcionamento, e que, até o momento, não há comprovação técnica de erro médico.

As investigações seguem em andamento.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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