Foto: Reprodução
Claudia Cardinale, ícone do cinema italiano, morre aos 87 anos
Atriz ficou marcada por papéis em “O Leopardo”, “8½” e “Era Uma Vez no Oeste” e teve carreira que atravessou mais de seis décadas entre Itália, Hollywood e teatro europeu.
Atualizado há 186 dias
Claudia Cardinale, um dos maiores símbolos do cinema italiano do pós-guerra, morreu aos 87 anos, segundo informou a AFP e veículos franceses nesta terça-feira (23).
Criada na Tunísia em uma família de origem siciliana, Cardinale entrou para o mundo do cinema em 1957, após vencer um concurso de beleza em Túnis que a levou ao Festival de Veneza.
Primeiros anos e desafios
No início, sua voz precisou ser dublada nos filmes italianos, já que falava francês e o dialeto siciliano. Além disso, enfrentou uma gravidez secreta em 1958, fruto de um relacionamento abusivo, criando o filho Patrick inicialmente como se fosse seu irmão mais novo.
Consagração no cinema
Após papéis menores, conquistou fama internacional em 1963 com dois clássicos: 8½, de Federico Fellini, e O Leopardo, de Luchino Visconti, onde atuou ao lado de Burt Lancaster. No final da década, brilhou em produções internacionais como A Pantera Cor-de-Rosa (1964) e Era Uma Vez no Oeste (1968), de Sergio Leone.
Dificuldades e reinvenção
Na década de 1970, enfrentou ostracismo na indústria italiana após romper com o produtor Franco Cristaldi e iniciar relacionamento com o cineasta Pasquale Squitieri, pai de sua filha Claudia. Excluída de projetos importantes, encontrou apoio de Franco Zeffirelli, que a escalou para Jesus de Nazaré (1977).
Ao longo da carreira, trabalhou com nomes como Werner Herzog e Marco Bellocchio e construiu uma imagem de mulher independente, chegando a desafiar protocolos do Vaticano ao comparecer a uma audiência com o papa Paulo VI usando minissaia.
Reconhecimento e legado
Premiada pelo conjunto da obra no Festival de Berlim em 2002, Cardinale atuou em mais de 150 produções, entre cinema e teatro, em diversos idiomas europeus. Seu último trabalho foi na série suíça Bulle (2020).
“Eu vivi mais de 150 vidas, prostituta, santa, romântica, todo tipo de mulher. Trabalhei com os diretores mais importantes, e eles me deram tudo”, disse em entrevista ao receber a homenagem em Berlim.

Yasmim Celestino
Jornalista do Jornal Gazeta
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