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Processo Seletivo: O que você precisa saber para enfrentar as temidas "Dinâmicas de Grupo"

Entenda o que se são e para que servem as dinâmicas de grupos nos processos de recrutamento e seleção para vagas de emprego

Atualizado há 79 dias

 

Currículo impecável? Ok.

Entrevista sem atropelos? Ok.

Desempenho na dinâmica de grupo: Aí que o negócio empaca!

 

 Início de ano. Como dizem: Ano Novo, vida NOVA. Mas, para algumas áreas da vida, parece que algumas coisas não apresentam nada de novo: Alvo de controvérsia entre os candidatos e fonte paradoxal de tensão e prazer para quem as aplica, as DINÂMICAS DE GRUPO utilizadas em processos de R&S são amplamente praticadas nas corporações podem fazer o dia de cada candidato parecer mais belo ou mais terrível na sua busca incansável para conseguir uma vaga de emprego: “- Meu Deus, quem inventou isso não tinha o que fazer, não?” – Perguntam os incrédulos recrutas...

Calminha aí, meu amigo candidato...vamos conversar um pouco sobre esse dinâmico assunto e, ao final desse artigo, quem sabe você ficará ansioso para encontrar um recrutador sedento de dinâmicas?

E para você, recrutador...que tal aproveitar essa breve conversa nesse singelo artigo e repensar a forma e o conteúdo do que aplica nesse momento único de reconhecimento de perfis? Pense e pergunte-se: as dinâmicas que estou aplicando nos processos seletivos estão focando mais em beneficiar a você mesmo, como facilitador, ou sendo usadas para ajudar aos seus ansiosos amigos candidatos?

Para começar, pensem  - recrutadores e recrutas - no seguinte: A Administração moderna tem status de CIÊNCIA. E como tal, deve ser tratada assim, não é verdade? Observe esse simples paralelo: Quando um cientista faz estudos e pesquisas sobre um determinado assunto, ele segue regras de segurança e procedimentos bem fundamentados para chegar a uma conclusão a respeito do que precisa comprovar ou reconhecer, certo? Daí, nessa fase de análise, deve-se tomar cuidado para que não se apliquem de forma leviana (ou corrompida) e aventureira (ou amadora) quaisquer práticas que coloquem em risco a integridade e confiabilidade do que se pretende estudar e até mesmo a integridade do próprio cientista. Então, da mesma forma, os procedimentos e aplicações na área de gestão e administração devem ser aplicados de forma profissional, contundente e alicerçados em conceitos bem fundamentados, sempre respeitando as regras e conceitos científicos já bem sedimentados. Concluindo: Essa proposição se aplica nos processos de R&S, incluindo as... Dinâmicas de grupo, alvo do nosso artigo de hoje.

Isso significa que quem aplica – Gestor de RH, Psicólogo ou Pedagogo – todos graduados e preparados para essa missão, devem deixar de lado suas vaidades, tendências a parcialidade, preconceitos, descompensações emocionais e acima de tudo, as suas próprias frustrações pessoais para poderem atuar de maneira contundente, profissional e objetiva nesse importantíssimo momento de análise (científico) do candidato. Caso esses profissionais não estejam bem seguros e preparados para aplicarem tais dinâmicas, estes colocarão em risco as suas posições, a empresa que ora representam, as suas carreiras e acima de tudo o bem-estar emocional do nosso amigo candidato. Sentiram a pressão do negócio?

E Mais um lembrete importante para os gestores: O advento da internet traz à disposição dezenas, centenas, milhares de modelos de dinâmicas de grupo. E a IA vem com tudo para trazer “sugestões” nesse sentido. Se você acha que basta encontrar uma dinâmica “legalzinha” e utilizá-la no seu próximo processo de R&S, entenda também que fazer isso gera riscos reais de eventuais danos advindos de uma prática incompatível com o que é legalmente determinado para cada situação corporativa. Acredite: Aplicar dinâmica de grupo de forma amadora num ambiente profissional é tão arriscado quanto a tentar dirigir um veículo sem estar devidamente habilitado.

 Por outro lado, os candidatos que levam o processo na “brincadeira”, muitas vezes se destacando de forma imprópria (falando demais de si ou detraindo outros) ou apresentam-se mais insípidos que puderem durante a dinâmica (por não querer participar ativamente) ou até mesmo e pior de tudo:  fingem ser uma pessoa que não são para tentar agradar o recrutador, correm o iminente risco de serem descobertos nessas falhas... aliás, um dos motivos de se aplicarem dinâmicas de grupo é exatamente para revelar a todos os envolvidos no processo (especialmente o recrutador, claro) a real pessoa que o candidato talvez esteja tentando esconder!

Assim, podem acreditar: uma dinâmica de grupo bem aplicada pode contribuir muito para o desenvolvimento profissional de todos os envolvidos. Leve a sério, esse assunto não é brincadeira... embora, muitas vezes, é brincando que se fala e se ouve a verdade.

Portanto, Recrutador: Dê feedback. Candidato: Exija Feedback. E sobre isso, o Feedback, vamos tratar em nosso próximo artigo.
       

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Profº Altamir Lopes

Profissional graduado em Gestão de Negócios, MBA em Gestão de Recursos Humanos, Orientador Educacional e de Carreira, Professor Licenciado em Pedagogia e Pós-graduando em Neuropsicopedagogia. Terapeuta Integrativo, Palestrante, Desenhista Publicitário e Poeta.

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