Da esquerda para a direita: Gustavo Petro e Donald Trump/Fotos: Federico Parra e Andrew Caballero-Reynolds
Trump ameaça Colômbia após ação militar dos EUA na Venezuela
Presidente norte-americano ataca Gustavo Petro, fala em nova intervenção e provoca reação imediata de Bogotá.
Atualizado há 82 dias
Após ordenar uma operação militar na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro no sábado (03/01), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra a Colômbia e afirmou que uma eventual nova ação militar no país sul-americano “soa bem”. A declaração foi feita no domingo (04/01), a bordo do avião oficial do governo norte-americano.
Ao falar com a imprensa, Trump classificou a Colômbia como um país “muito doente” e acusou o governo colombiano de ser comandado por “um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos”. Em tom de ameaça, acrescentou que isso “não vai continuar por muito tempo”. As falas foram direcionadas ao presidente Gustavo Petro, primeiro chefe de Estado de esquerda da história do país.
Na mesma entrevista, Trump também criticou o México, afirmando que o país “precisa se organizar”, sem detalhar medidas ou prazos.
A reação do governo colombiano foi imediata. Ainda no domingo, Gustavo Petro repudiou publicamente as declarações, que classificou como infundadas, e condenou a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela. O presidente acusou Washington de “sequestrar” Nicolás Maduro, capturado em Caracas após bombardeios realizados na madrugada de sábado.
“Meu nome não aparece nos arquivos judiciais sobre narcotráfico. Pare de me caluniar, senhor Trump”, escreveu Petro em publicação na rede social X. Em nota oficial, a Chancelaria da Colômbia afirmou que as declarações do presidente norte-americano representam uma “ingerência inaceitável” e exigiu “respeito” à soberania do país.
Desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025, as relações entre Washington e Bogotá (capital colombiana) acumulam atritos, sobretudo em temas como política tarifária e migração. Apesar da histórica aliança militar e econômica, os dois países atravessam o momento mais sensível da relação bilateral nos últimos anos.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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