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Alerta da Saúde: deve-se ter cuidado com o risco de cegueira com pomadas durante o Carnaval
Calor e suor favorecem escorrimento do produto; casos incluem cegueira temporária e permanente.
Atualizado há 47 dias
Com a chegada do Carnaval, que começa neste sábado (14/02), aumenta a procura por tranças, twists e penteados resistentes ao calor e à folia. Em meio à preparação para os blocos e praias, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) faz um alerta: o uso inadequado ou irregular de pomadas modeladoras pode provocar danos graves à pele e aos olhos, incluindo risco de cegueira.
Os produtos usados para fixação têm textura oleosa ou cerosa, o que favorece a durabilidade do penteado. Em ambientes quentes, com suor excessivo, a pomada pode escorrer do couro cabeludo para o rosto e atingir os olhos.
Segundo a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller, cosméticos não são produtos inofensivos. O uso excessivo, fora das orientações ou com itens não regularizados, pode causar dermatites e lesões oculares graves.
Entre os sintomas estão ardência intensa, lacrimejamento, visão turva, fotofobia e inflamações na conjuntiva e na córnea. Em situações mais graves, principalmente com uso contínuo ou produtos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), há registros de cegueira temporária ou permanente.
Crianças estão entre os grupos mais vulneráveis, por transpirarem mais e levarem as mãos aos olhos com frequência. A coordenadora de Vigilância e Fiscalização de Insumos, Medicamentos e Produtos da SES-RJ, Rosa Melo, aponta que muitos casos estão ligados a itens vendidos clandestinamente, sem registro ou com composição inadequada.
Além das lesões oculares, o uso contínuo pode causar dermatite, coceira, descamação, foliculite, acne na testa e na nuca e até queda de cabelo por obstrução dos poros.
A orientação é utilizar apenas pomadas regularizadas pela Anvisa, com rótulo em português, identificação do fabricante, número de registro ou notificação e dentro do prazo de validade. Também é recomendado aplicar a menor quantidade possível, evitar áreas próximas aos olhos, lavar o couro cabeludo regularmente e suspender o uso diante de sinais como ardor, coceira ou vermelhidão.
A SES-RJ informa que cabe à Vigilância Sanitária estadual orientar a população e acompanhar riscos à saúde. A fiscalização direta de comércios e salões é responsabilidade das vigilâncias municipais, que podem aplicar sanções como apreensão de produtos, multas e interdições em caso de irregularidades.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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