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Crise do Banco Master: CPI do Crime mira STF e familiares em semana decisiva

Colegiado analisa convites a Toffoli e Moraes, além de convocações de executivos e depoimento de TH Joias

Atualizado há 35 dias

A CPI do Crime Organizado do Senado promete uma quarta-feira (25 de fevereiro) de altíssima voltagem política. O colegiado deve votar uma série de requerimentos que miram diretamente o núcleo de poder do país, investigando as ramificações do caso Banco Master, instituição que entrou em liquidação extrajudicial pelo Banco Central em novembro passado.

O foco dos parlamentares está na rede de conexões entre executivos do banco e familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de figuras do alto escalão do Governo Federal.

 

    O STF no Alvo da CPI

A oposição no Senado articulou pedidos que tocam em pontos sensíveis da relação entre o Judiciário e o setor financeiro:

  • Alexandre de Moraes: A CPI quer ouvir a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, sobre contratos mantidos por seu escritório com o Banco Master. O tema ganhou força após vazamentos de dados da Receita Federal apontarem cifras milionárias nessas transações.

  • Dias Toffoli: O centro das atenções é o Resort Tayayá. A venda do empreendimento (que pertencia a familiares do ministro) para um fundo ligado ao dono do Master, Daniel Vorcaro, é o que motivou a recente saída de Toffoli da relatoria do caso no STF — agora sob o comando de André Mendonça.

    O Núcleo do Banco Master

Além dos convites (participação opcional), a CPI deve votar a convocação obrigatória da cúpula do banco:

  1. Daniel Vorcaro: Dono e principal figura da instituição.

  2. Guga Lima e Ângelo Antônio Ribeiro: Executivos estratégicos do grupo.

  3. Gabriel Galípolo: O presidente do Banco Central será convidado a explicar o processo de liquidação e uma suposta reunião fora da agenda entre Lula e Vorcaro no final de 2024.

 

    O Rio de Janeiro na CPI: Depoimento de TH Joias

Paralelamente ao caso Master, a comissão ouvirá o ex-deputado estadual do Rio, TH Joias.

  • O Caso: Preso sob acusação de lavagem de dinheiro e elos com o Comando Vermelho, o depoimento de Thiego Raimundo busca mapear a infiltração do crime organizado na política e no comércio de luxo fluminense.

Foto do Jornalista

Marcus Pires

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