© Fernando Frazão/Agência Brasil
Mata Atlântica perde 2,4 mi ha de floresta em 40 anos
Estudo do MapBiomas mostra que bioma mantém apenas 31% de vegetação natural e alerta para avanço da agricultura e urbanização.
Atualizado há 152 dias
A Mata Atlântica perdeu 2,4 milhões de hectares de floresta nas últimas quatro décadas, o que representa uma redução de 8,1% em relação à área registrada no início da série histórica. Atualmente, o bioma, considerado o mais degradado do país, mantém apenas 31% de sua vegetação nativa, segundo levantamento do MapBiomas divulgado nesta segunda-feira (28).
Metade do desmatamento recente ocorre em áreas com mais de 40 anos, consideradas florestas maduras, essenciais para a biodiversidade, o estoque de carbono e os serviços ecossistêmicos da região.
“Desde o início da colonização, a vegetação natural da Mata Atlântica foi suprimida para atividades humanas. Em 1985, o bioma tinha apenas 27% da floresta original. Desde então, o ritmo de desmatamento variou em cada década, com ligeiro aumento na área florestada após a promulgação da Lei da Mata Atlântica”, explicou Natalia Crusco, da equipe do MapBiomas.
Agricultura e urbanização em expansão
O estudo mostra que a agricultura continua sendo a principal força de transformação da paisagem. Desde 1985, o cultivo agrícola quase dobrou, ocupando atualmente um terço da área do bioma. Lavouras de soja (343%), cana-de-açúcar (256%) e café (105%) tiveram maior crescimento, enquanto as pastagens reduziram 8,5 milhões de hectares.
A silvicultura também avançou, com o cultivo comercial de árvores quintuplicando em 40 anos, representando mais da metade da atividade florestal no país. O crescimento urbano também impacta o bioma: a área urbanizada dobrou desde 1985, e 77% dos municípios da Mata Atlântica registraram expansão territorial. No entanto, mais de 80% desses municípios mantêm áreas urbanizadas pequenas, com menos de mil hectares. Apenas as capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba têm mais de 30 mil hectares urbanizados.
O levantamento reforça a necessidade de políticas de conservação e recuperação da vegetação nativa, alertando para os riscos de perda contínua de áreas florestais essenciais para a manutenção ambiental e climática do Brasil.

Sara Celestino
Repórter-fotográfica, atuando na produção de conteúdo com objetivo de compartilhar a melhor informação para manter você bem-informado! E-mail. gazetarj@gmail.com
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